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Archive for the ‘Eu estive la I e II’ Category

 Capa Eu estive la I e II

orlando frederico rosskamp

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“EU ESTIVE LÁ” – (II)

 

O DETALHE DA CONTRACAPA ABRIDORA
 

Para que os ajustes descritivos deste meu fantasmagórico ensaio, embasado no lendário misticismo da “Serra do Quiriri”, fossem bem entrosados com a exuberância do panorama “montanhoso e florestal”  (inóspito palco  daquelas assombrosas encenações); solicitei a parceria,  por ele ser um determinado vasculhador do local (sempre investigando o fenômeno), do amigo jornalista  (historiador e escritor): Herculano Vicenzi.

 

 

 

 “EU ESTIVE LÁ” – (II)

 

PRIMEIRA PARTE

 

 

1 – OS PREÃMBULOS DA OBRA

 

1.1 – OS AJUSTES
(DESABROCHADOS E ADORNADOS PELA INSPIRAÇÃO DO AUTOR)
 
                                                 1.1.1 – O CONTEXTO

A princípio, o meu intuito foi o de escrever, apenas, mais um daqueles polêmicosContos” sobre“As Lendárias Assombrações da Serra do Quiriri”.    Então; para que eu pudesse bem especificar o fenômeno concatenador do seu embasamento: embrenhei-me, como um intrépido explorador, pelas pistas das celeumatizadas “Trilhas do Peabiru”. Nelas, ao ser “Infundido” (acometido por um súbito e efémero “Transe”)  no interior da “Matriz” daqueles, camufladamente espalhados, “MísticosTúneis”:  eu “viajei” pela imensidão do“Oculto” daquele “Fantasmagórico Mundo”. Tão logo “Retornei”desse meu impactante“Alumbramento”: apressei-me em passar para o papel todas as (ainda fervilhantes) memórias que lá eu consegui concentrar. Porém, na medida em que a minha escrita  avançava; mais eu me conscientizava de que ela ultrapassaria, em muito, os espaços (e os temas) gramaticalmente delimitados para o meu ensaiado “Conto”. Assim, ao  abalroar  o resumido formato daquele tipo  de  narração;  acabei  suscitando  esta  “Resenhada Obra Literária”.

 

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  1.1.2 – A ARTE DA CAPA
FRONTE
O misterioso “Túnel”  sobre o pedestal formado pela “Aldeia Rosskamp” e das “Escadarias do Caminho do Peabiru”, inserido no tripé angulado pelo:

“Castelo dos Bugres”; “Monte Crista” e “Morro Pelado”.

REVERSO
O fascinado semblante do “Autor” logo após o retorno de sua empolgante “Viagem pelo Tempo” levitada  dentro daquele misterioso “Túnel”.
 

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1.1.3 – A EXPOSIÇÃO DO CONTEÚDO
O ROTEIRO
Um “Trem Fantasma” chispando pelas lendárias sendas do

“Parque” da Serra do Quiriri

A DINÁMICA
O  “Vagoneiro Leitor”, expectado por uma ágil verbosidade utilizada durante a revelação  do roteiro, estará, num só crescente  impacto, eletrizando a sua ansiedade  em cada sucessiva “aparição”  tocaiada naquela labirintosa Serra.

“EU ESTIVE LÁ” – (II)

 

 

1.2 – A OPINIÃO PREFACIADORA DO JORNALISTA

HERCLANO VICENZI

 

 

     Por duas vezes o cavalo passou encilhado na minha frente e não aproveitei para montá-lo.

                                                                        

     Na primeira oportunidade, leitores sugeriram que eu aprofundasse e ampliasse as reportagens que escrevi sobre as lendas e as belezas naturais que cercam Castelo dos Bugres, Monte Crista, Serra do Pelado e Serra do Quiriri, transformando o material em livro.

 

     Na Segunda vez, a proposta partiu de Orlando Frederico Rosskamp, autor deste livro. Ele queria escrevê-lo a quatro mãos e contava com minha ajuda. Declinei do honroso convite por motivos de saúde. Uma hérnia de disco hoje não me permite escalar montanhas sem correr o risco de ficar travado no meio do caminho.

 

     Como “castigo”, Orlando praticamente me intimou a escrever esta breve introdução de “Eu Estive Lá II”.

 

     Foi muito divertido ler as peripécias da “viagem” que ele fez aos quatro pontos turísticos acima mencionados. Com estilo singular, Orlando conta com ricos detalhes histórias fantásticas ouvidas por ele ao fazer contato com moradores das redondezas do conjunto de paisagens que o inspiraram a escrever “Eu Estive Lá II”.

 

     Envolvente na arte de registrar lendas contadas de geração em geração há mais de um século, Orlando acabou me induzindo a ler o livro de um  só fôlego.

 

     Se você passar das primeiras páginas, aposto que fará a mesma coisa. Experimente e depois me conte.

 

  Herculano Vicenzi.

  ”

“EU ESTIVE LÁ” – (II)

 

  1.3 – A  COLAGEM  DE  DOIS ENCARTES ALHEIOS                            

           (MAS TANGENTES) AO CONTEXTO DO LIVRO.

 

1.3.1 – “A NOSSA CIVILIDADE AMEAÇADA”-

 

-UM ALERTA PATRIÓTICO-
 
A Dra. DAD SQUARISI, PROEMINÊNCIA DENTRE OS CATEDRÁTICOS SÁBIOS DO NOSSO IDIOMA, RESSALTA:
 

“OS DADOS NÃO SURPREENDEM. MAS CHOCAM.

NADA MENOS DE 38% DOS UNIVERSITÁRIOS NÃO DOMINAM AS HABILIDADES BÁSICAS DE LEITURA E ESCRITA”.

 

(PESQUISA DO INSTITUTO PAULO MONTENEGRO EM PARCERIA COM A ONG AÇÃO EDUCATIVA FEITA EM 2012)
 
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O LAPIDÁRIO DO AUTOR DA MAIS EFICAZ RESOLUÇÃO DO PROBLEMA:
“PRIORIZAR A LEITURA”.

PORQUANTO:
“SEM LEITURA NÃO HÁ SABER”.
Só os livros nos transportam (apenas impulsionados pelos ideais mágicos da fantasia) para um mundo sem fronteiras.
 
Como disse Bill Gates:

“Meus filhos terão computadores, sim, mas antes terão livros.

Sem livros, sem leitura, os nossos filhos serão incapazes de escrever, inclusive a sua própria história”.

 
A gente, no gostoso exercício da pessoal identificação com os personagens e lugares do enredo, está:
Aprimorando os nossos culturais conhecimentos;

Aprendendo a raciocinar e a interpretar;

Desenvolvendo a criatividade e a imaginação e;

Em gramaticando o nosso vocabulário, enriquecendo a nossa escrita.

“EU ESTIVE LÁ” – (II)

 

1.3.2 – A  ANTECIPADA  REVELAÇÃO  DO  ENSAIO  AUTOBIOGRÁFICO SOBRE  O

EVENTO DOS MEUS SETENTA ANOS DE VIDA REGOZIJADO NO

NORDESTE  BRASILEIRO

(MACEIÓ – 19 DE JUNHO DE 2012)

 

“O TEMPO É O SENHOR DA RAZÃO”

Até o mortal “mais ou menos” bitolado nos vieses dos “racionalmente” mensuráveis conteúdos da terceira dimensão (comprimento, largura e altura)  sabe que o “tempo” (o “dogma” da quarta)  é apenas “assimilado”. Ele ainda não passa (para a maioria) de um mero demarcador (calendário, relógio, etc.) das ocorrências ocasionadas (ontem, hoje, amanhã e sempre) durante a local evolução do nosso gênese universal (*– Os miolos do nosso cérebro reservados à “inteligência do além” são bloqueados.  O desvendamento da senha de acesso é facultado somente aos que atingirem o estagio de “iluminados”).

 

Cada “pré-fixado” momentoalcançado na vida da gente, além de ser um dever cumprido, é uma conquista. Tudo tem o seu tempo certo: (como criança) hora de dormir, de comer, de brincar…; (como jovem) dia de estudar de descansar, de trabalhar…; (como adulto) ano para se formar, de se emancipar, de casar e gerar… (e, finalmente, a estagiária idade para morrer)   (*- a idade média do brasileiro (sadio) de hoje gira em torno dos 75 anos).

 

Como já superei (vitoriosamente festejados com aqueles tradicionais “parabéns”) todos os sessenta e nove natalícios das três etapas intermediárias da vida (criança, jovem e adulto), a conquista dos meus setenta anos de idade (advento da lambujada fase da “transferidora promoção”), eu programei para ser, efusivamente laureado, em Joinville. E lá, pelo regozijo dos reciprocados abraços com familiares e amigos, sacramentar a essência do nosso convívio: “A vida não vale a pena quando não se tem algo ou alguém por que sacrificar tudo”.

 

  “Porém”, acuado por uma imprevista confluência de problemáticas situações que obstaculizaram o meu translado de Maceió para Joinville,  tive que postergar aquela marcante (para mim) festinha social, e comemorar, saudosamente distante dos meus queridos entes, a efeméride  por aqui. A data do meu natalício, por uma providencial coincidência, recai bem no auge dos tradicionais festejos juninos do Nordeste (*- neste ano de 2012, eles foram, integralmente, dedicados ao centenário do nascimento de Luiz Gonzaga: “O Velho  Lua”; “O Rei do Baião”).

 

              Assim, para apaziguar o amargo sentimento da ausência dos mais queridos, como, quase, sempre fiz quando uma agraciada nova idade me era incrementada aqui no meu nostálgico confinamento alagoano (nem tanto), misturei-me com os festeiros e me esbaldei, ao som do baião, maxixe, chachado, etc., naquele alegre e sensual embalo forrozeiro.

“EU ESTIVE LÁ” – (II)

 

              Estas alegres festas de louvor estão tão enraizadas na crença nordestina que, em qualquer estado, cidade, vila, rua e casa, os folguedos são ritualizadas (sua grandeza é o aporte financeiro que determina). Algumas cidades, a exemplo de Caruaru/PE e Campina Grande/PB (Eu Estive Lá), por suas tradições e generosos subsídios governamentais,  arrogam-se o título de “Maior Forró do Mundo”.

 

              Pois bem. Este meu septuagésimo dia 19 de junho programamos (Vânia mais eu) curtir naquele já nosso conhecido “arraiá” de Caruaru/PE (o casal amigo, Lindolfo e Graça Weber, de Florianópolis, na mesma época do ano passado (2011), junto conosco lá esteve comemorando os meus 69 anos).

 

              Saímos de Maceió já no dia 18 para, num aquecimento de véspera, enrijecermos as nossas panturrilhas  no “arrasta-pé” de Canafístula/AL: terra das famílias Cordeiro (materna) e Rocha (paterna) do clã hoje matriarcado pela benfazeja “Dona Nice” (irmã da Vânia). Ela, incentivada pelo seu errante (cami- nhoneiro) marido Josué Senna, acolhe em sua albergadora (de pensão completa) residência (onde os sábios ensinamentos dela são os alimentos mais degustados), cerca de uma “Mão” (25 unidades) de filhos, netos, bisnetos e agregados. 

 

               Pronto. No clarear do dia 19, bussolando Caruaru, com muita cautela, subimos a sinuosa “Serra das Pias”, localizada em Palmeira dos Índios/AL (terra dos índios “Xucurus”) e fomos  atracar no “Restaurante Galinha Caipira” em Garanhuns/PE (Terra do Ex-presidente Lula). Ali, com um reforçado e suculento café regional nordestino, a nossa gula foi saciada  (né Weber e Graça?).

 

                O longo trecho entre Garanhuns e Caruaru, desta feita (só pode ter sido por minha emotiva sensação de estar me tornando um “VELHO”. -Não! Até aos alcançáveis 75 anos eu vou me escorar no marqueteiro pseudônimo de “SEMINOVO”), marcou-me, em definitivo, as agruras impostas  pelo flagelo da seca. Olha: eu me deprimia cada vez mais ao ver (até aonde a minha visão alcançava) o deserto de terra esturricada ceifando animais e agonizando os brotos da lavoura de feijão e milho: únicos sustentáculos dos moradores da região. (*-O período da intermitente chuva de inverno já era para ter começado há semanas e, por uma enganadora chuvinha de dias atrás, o sertanejo se apressou em descochar o gado e plantar o seu grão).

 

               Mas neste ano, de novo, a chuva de inverno teimou em não vir. A água transportada naquele constante vaivém de empoeiradores caminhões pipa é insuficiente até para suprir as necessidades mais primárias das pessoas ali estabelecidas. Olho pro céu e só vejo o sol escaldante e, lembrando a música símbolo de Luiz Gonzaga: “Mandacaru quando floresce na seca, é o sinal que a chuva chega no sertão…”, olho para aqueles sobreviventes cactos e não vejo nenhuma flor. Foi quando “pensei” que, talvez (e por que não?),  os meus “invisíveis” amigos (personagens principais deste livro) pudessem (pelo menos um pouquinho) amenizar esta aflição.

“EU ESTIVE LÁ” – (II)

 

                  Aquela panorâmica imagem de terror atormentou-me por demais. Até a noite, já na empolgação forrozeira de Caruaru, quando eu me detinha naquelas centenas de famílias humildes  cantando, brincando e dançando,  eu continuava me sensibilizando ao ver, com nitidez, a angústia que os seus gestos mascaravam.

 

                 Num surpresado repente daquela “loucura”, bem no ponto culminante das animações musicais (que naquele “meu” dia foi o consagrado compositor e cantor “Zé Ramalho”): O inexplicável aconteceu!  Todo aquele mundaréu de gente (que beirava umas cem mil pessoas) se agitando (claro, conosco embalados no meio) naquele enorme “Parque da Cidade” teve, num mesmo supetão, as suas íntimas angústias arrefecidas:

 

“As  águas  daquela  suplicada  chuva  de  inverno, justamente no clímax do alvoroço daquela, para muitos solidários, amenizadora alegria, começou a se precipitar do céu”.

 

                 Ai sim! A animação tornou-se completa. Até gente “graúda”,  relegando as refesteladas mordomias  de seus  camarotes,  misturou-se ao banho do povo:

   

“As pessoas não mais só “aparentavam” estar felizes porque dançavam e cantavam; elas, agora, dançavam e cantavam porque, encharcados pela dadivosa chuva, estavam “realmente” felizes”.

 

No dia seguinte, ao voltarmos à Maceió(com a chuva, propiciando aque- la ampla (necessária) irrigação inicial,  perdurava caindo direto) e avistando em cada sítio perpassado aquela (agora) eufórica família que: enquanto os adultos, de enxada na mão, rastelavam a dispersada terra para cada pezinho de sua judiada plantação e os menores, aguando os cochos, hidratavam os seus sedentos animais; éramos alegremente regozijados e sensibilizados por tão confortante alívio:

 

“A árdua labuta deste sofrido povo pela sua sobrevivência,  mais uma vez, pela chuva, foi aliviada”.

 

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-A MOTIVAÇÃO DESTE IMPREVISTO ENCARTE-
  “
O impacto daquela
“Redentora Extemporaneidade Climática”
Foi o mais sublime (e marcante) dos presentes que eu poderia receber
No glorioso dia em que completei 70 anos de vida.
(*Só porque “Pensei”;  acho que foi daqueles meus “Invisíveis” amigos)
   ”

“EU ESTIVE LÁ” – (II)

 

SEGUNDA PARTE

 

 

2 – O EMBASAMENTO DA OBRA

 

 

“EU ESTIVE LÁ” – (II)

 

2.1 – Introdução elucidativa.

2.2 – Apresentação da ALDEIA ROSSKAMP.     

2.3 – Citações  de  alguns  depoimentos de  autores que já escreveram a respeito.

 

2.1 – INTRODUÇÃO

 

2.1.1 – A FECUNDAÇÃO

 

Jacarecica – Maceió (AL) – 21/08/2010 – 15h30mm.

O Surgimento de um novo “Xodó Literário” meu.

Conseqüência: Mais um bom tempo de clausura social.

 

Quanto mais eu ouvia falar (e, episodicamente, ler) a respeito das peripécias daqueles “INVISÍVEIS” seres (ditos sobre-humanos) que, pelas suas enigmáticas aparições, intensificam aquelas muitas lendas que rondam pelos arrabaldes da Aldeia Rosskamp, mais curioso eu me tornava. Agora. Foi só eu ler o didático livro “O Caminho Velho” (O Peabiru), do pesquisador joinvilense Olavo Raul Quandt, e pronto: uma feroz incitação acuou aquela minha (até então mansa) curiosidade. Então, como escape daquela minha (agora) dominadora cisma, eu decidi: “Vou me intrometer no âmago desse fenômeno para (calcado num vivenciado testemunho), poder reescrever (num novo compêndio), com muito mais abrangência e suntuosidade, tudo o que sobre esse mistério, sucintamente, eu já descrevi no meu livro anterior”. (*- Foi por causa dessa complementa- riedade que esta nova encadernação recebeu o título de “EU ESTIVE LÁ- II”).  

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2.1.2 – O PRINCÍPIO

 

Após eu ter redigido (Capítulos 27/28 dedicados  à  “ALDEIA ROSSKAMP”)  no meu livro “EU ESTIVE LÁ” -I- (DE JOINVILLE…)(*- edição esgotada no lançamento com dois exemplares disponíveis na Biblioteca Pública de Joinville) algumas superficiais pistas a respeito daquelas coisas assombrosas que por lá acontecem, a minha “ânsia” ficou me atiçando para que eu fosse mais a fundo. Não me contive. Pela ativada curiosidade, observando, perguntando e lendo, não deu outra! Eis me aqui outra vez ajuntando letras para ir extravasando, dentro do meu estilizado jeito, tudo o que (durante a minha, agora específica, exploração daquele panorâmico palco encenador desses alucinadores espetáculos) eu ainda vou conseguir agregar. Pretendo, pois, através de intensas e minuciosas verificações, desvendar (e assim, quem sabe, mistificar ainda mais) aqueles lendários mistérios.

 “EU ESTIVE LÁ” – (II)

 

2.1.3 – A GESTAÇÃO

 

Nesta nova obra, tendo como roteiro o arqueológico “Caminho do Peabiru” (principiando pelas lendárias “Escadarias” de Garuva/SC), eu vou (até onde ao humano for possível) devassar o “Misticismo” daquelesenigmáticos “Túneis” camuflados dentro da “Serra do Quiriri” (nas cercanias do  Município de Joinville/SC). Esses “Túneis”, por muita gente, são vistos como “uma coisa que liga a outro mundo”. Detendo-se apenas na engenhosa localização deles (estrategicamente triangulada): duas “Montanhas Mágicas” (“Monte Crista” e “Castelo dos Bugres”) na base; e um “Imponente Relevo” (“Morro Pelado”) no ápice, já nos defrontamos com um instigante desafio. Então, claro que é por isso (e muito mais)  que os idólatras afirmam serem esses “Túneis” os abrigos dos fomentadores do Sobrenatural que ronda por toda aquela vasta região (onde está encravada a socializada “ALDEIA ROSSKAMP”).

 

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2.1-4 – A INFLUENCIAÇÃO
  

 

Para que, durante toda leitura deste livro, o nosso intercâmbio esteja pulsando na frequência da mesma “dimensão” na qual os fenômenos ambientais descritos foram encenados, numa  preliminar (necessária)  adaptação,

           

Vamos:

    -Dar  um  “passeio de reconhecimento” pela  encravada

     “ALDEIA  ROSSKAMP” (nascedouro desta obra) (2-2) e;

    -Absorver algumas “dicas” das já  divulgadas apurações  

     sobre o  mistério (extraídas dos relatos de aventureiros      

     antecedentes) (2-3).

Para depois, então:
 “Abrirmos as cortinas e interagirmos com o espetáculo”.
 
 

 

“EU ESTIVE LÁ” – (II)

 

  1. 2 – AEXIBIÇÃO DA “ALDEIA ROSSKAMP”

-Do meu livro: “EU ESTIVE LÁ” – DE JOINVILLE…  (Capítulos 27/28)-

 

2.2.1 – O SÍTIO:

Em 1974, a propriedade de 300 mil m² encravada num montanhoso vale da Mata Atlântica, no final da Estrada Bonita, localidade de Rio Bonito, Distrito de Pirabeiraba, em Joinville (SC) transformou-se em um sítio de lazer. (Em 2003 eu o vendi, alterando-se, assim, o seu comando. E, em novembro de 2008, o caudal de uma chuva diluviana, provocadora de catastróficos deslizamentos, soterrou-o parcialmente).

 

Lá a natureza sempre foi e será tudo. Naquele tempo, já sentíamos que não seria justo apenas nós, como sitiantes, usufruirmos daquele paraíso. Surgiu então o sonho: haveria de ser um lugar de lazer público diferente. Um ambiente único, cercado pela natureza selvagem. Na forma original, como o encontraram os pioneiros que aqui desenvolveram a rude vida de colonizadores.

 

A ideia era estabelecer uma ligação coabitável entre o passado: a esplendorosa mata virgem e seus mistérios, e o futuro: as irrecusáveis conquistas da vida moderna (aproveitando a clareira existente), proporcionando inesquecíveis momentos de lazer, alegria, conforto e, sobretudo, muita paz e felicidade a todos os frequentadores.

Por isso, a denominação “ALDEIA”, abrigando quatro espaços: a Estalagem, o Jardim da Natureza, a Vila da Alegria e a Ilha da Confraternização.

 

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2.2.2 – A NATUREZA (*-2.2)

(A harmonia das criaturas dentro do mundo ecológico da Mata Atlântica)

 

–   O aconchego da hospedagem.

–   A saborosa comida caseira colonial.

–   As surpresas das trilhas.

–   A água que refresca e energiza.

–     A sagrada paz da meditação…

 

Meditação      – O Meditatório Natural.

Natureza         – A Mata Atlântica Intacta.

Lazer               – O Conforto Colonial no Mundo Rural e Ecológico.

É o império do verde, sem ruínas e sem cicatrizes, onde tudo induz ao bem. É como a música do vento, quando sabemos escutá-la. É  aquela  mesma  música que o sangue canta ao girar pelas nossas veias e que nos  deixa  tão  confusos:  que  nem sabemos o que pensar e nem o que dizer. Então, amigo, não fale e não pense em nada. Permaneça  meditando e só desperte na hora da despedida, quando tudo será respondido.

 

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“EU ESTIVE LÁ” – (II)

 

2.2.3 – O LAZER (*-2.2.3)

(As Benfeitorias)

 

1. Estalagem                                               3. Vila da Alegria

                 1.1 – Hospedaria.                                        3.1 – Tenda da Nutrição         

                 1.2 – Refeitório.                                           3.2 – Arena dos Esportes

                 1.3 – Tanque de  natação.                           3.3 – Pesqueiro Educativo 

                 1.4 – Lavatório de  vapor.                          3.4 –  Pátio para Veículos

                 1.5 – Brincador infantil.                              3.5 – Trilha Radical

                 1.6 – Chuvódromo.

 

                 2. Jardim da Natureza                                  4. Ilha da Confraternização    

                      2.1 – “Meditatório”                                       4.1 – Cabanas do Assador

                      2.2 – Veredas Florestais                                4.2 – Piscinas naturais com

                                                                                                      Hidromassagem   

 

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(*-2.2.2) – A Natureza:

 

 

2.2.2.1 – O Chamamento ao Respeito

 

 

   

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

   

 

“EU ESTIVE LÁ” – (II)

 

2.2.2.2 – O Convívio Harmonioso

 

 

 

 

 

 

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(*-2.2.3) – O Lazer

2.2.3.1 – A Vista Panorâmica

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

“EU ESTIVE LÁ” – (II)

 

2.2.3.2 – A Pirâmide do Chuvódromo

 

 

2.2.3.3 – Os Energizados Chalés

 

 

 

 

 

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2.2.4 – A MÍSTICA

 

Por que Jardim da Natureza? É porque lá a pureza impera: Rios, fontes e cachoeiras; Árvores, florestas e flores; Pássaros, animais e peixes. Tudo apresentado na forma natural da criação, fazendo aparecer, com destaque, o lado místico do lugar. Lá se anda: sobre o solo da exuberante Mata Atlântica encravada num vale contornado por aclives montanhosos; sobre o maior lençol de água potável do mundo (Aqüífero Guarani) e uma extensa e rica jazida de ferro. Tudo cercado de beleza e mistério.

 

“EU ESTIVE LÁ” – (II)

 

De um lado, temos o “Castelo dos Bugres”, cujo formato, segundo a lenda, teria sido talhado por artesãos de “tribos primitivas” que habitavam a região. Descortina-se, do outro lado, o “Monte Crista”, em cujo ventre ainda se caminha entre as intactas ruínas da ramificada “Senda”, denominada de “O Caminho do Peabiru” (*-2.2.4.1), cujo tronco principal (trifurcado na misteriosa “Serra do Quiriri”) (*-2.2.4.2)  ligava os Oceanos: Pacífico (via CUZCO-Peru); com o Atlântico (via CANANÉIA-SP).Sua vasta malha foi usada (histórica e arqueologicamente comprovado): pelos “Incas”; pela expedição do espanhol “Cabeza Devaca” e pelos padres Jesuítas.

 

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As Escadarias”(*-2.2.4.3)

 

          Esculpidas na rocha do “Monte Crista”, dando segurança à trilha, ainda constituem um instigante desafio para a engenharia moderna. Quem a construiu? De que forma o construtor alcançou o contraforte para recortá-la na pedra dura?  E mais. Sua  singular sinalização (ainda existente nos locais perigosos): é uma intriga só. Foi feita com a plantação de um desconhecido tipo de erva que você pode fazer o que quiser com ela: cortar; queimar; arrancar; semear (ou replantar) em outro lugar, etc. que ela sempre (e só) renasce naquele lugar onde ela foi originariamente plantada. O ajuntamento de todos esses detalhes  nos leva a crer que este intrincado misticismo ainda verte por ali.

 

Arqueólogos de todo mundo buscam, na região, uma resposta para os misteriosos túneis que compõem o fenômeno do “Buraco da Terra Oca”, considerado, para os que creem na existência de vida no centro da terra, perfeitas vias de ligação entre o mundo exterior e interior. Conforme o historiador norte-americano Dr. Raymond Bernard, em seu livro “The Hollow Earth”, traduzido para o português sob o título de “A Terra Oca”, baseado em suas próprias investigações, ele afirma  que a terra não é uma esfera sólida. Ela é! Isto sim. Uma esfera oca, aberta nos polos e habitada pelos descendentes dos atlantas: habitantes da legendária e catastroficamente submersa Atlântida (relatado por Platão). É um “outro mundo” (com sol e tudo). A gente que lá vive é de uma raça de frugívoros (livre de doenças), de uma vida muito longa e muito mais evoluída que nós (os discos voadores, os crentes desta História insinuam, são de lá).           

 

Até aí até que a gente absorve suas narrativas. Todavia, quando ele envolve a nossa Joinville-SC-Brasil (página 228 de seu livro), a gente se impressiona. Ainda mais porque os acidentes geográficos citados são de todos nós conhecidos. Afirma que lá há um portal para aquele mundo e que ele dedicou seis anos de investigação aos estudos destes “Túneis Misteriosos”(*-2.2.4.4) construídos para alcançar as cidades subterrâneas. E finaliza: “As pesquisas ainda estão em andamento, numa serra perto de Joinville”  (o  meu   ex-chacreiro,   Willy   Bilau   participou,  como  guia,  em  algumas

“EU ESTIVE LÁ” – (II)

daquelas expedições e,  convicto, confirma, em detalhes, o misterioso misticismo do lugar). O local da serra onde se encontram estes túneis, o autor aponta:

        “Entre duas Montanhas Mágicas”. Ele se refere aos nossos: “Monte Crista” e “Castelo dos Bugres”(*-2.2.4.5), que estão entre estes buracos e ambos envolvidos em mistérios e lendas. Muita gente (inclusive eu) já viu muita coisa estranha, assombrosa e assustadora acontecendo por ali.

 

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2.2.5 – “A Trilha dos Índios”.

 

          Um grupo de sorrateiros “índios” percorria  (em épocas conhecidas) as trilhas da região (eram diferentes dos nossos conhecidos “bugres”, pois a presença “deles”, pelo sobressalto de seus ultrarrápidos deslocamentos, nunca era vista: era apenas notada). De índole pacífica, aqueles invisíveis “indíos”  conviviam em harmonia com os colonos. Tanto que, mediante  presentes (principalmente mantimentos) que eram deixados em sua trilha, ajudavam os pioneiros nos desmates. Naquela época a ferramenta era o machado e o transporte era a zorra (e carroça) tendo como tração o boi ou cavalo. Quando alguma daquelas enormes árvores cortadas tombava numa grota, inviabilizando qualquer possibilidade de retirada, aqueles “silvícolas”, sem nunca ninguém saber como (nem rastros), as  retiravam  do  fundo  das  inacessíveis ribanceiras e as colocavam no estaleiro, arrumadinhas e prontas, para serem transportadas à serraria.

 

Porém, “eles” não perdoavam quem ousasse ocupar o seu caminho sagrado. Uma família dos Lenchow (Estrada Da. Francisca)foi dizimada por aqueles “selvagens” porque, inadvertidamente, “ousou” construir uma pocilga sobre a trilha.

 

Será  que  esses  incógnitos  “caras”  não  têm  nada  a  ver  com  essa  ramificada  rede do “Caminho do Peabiru” (pré-histórica ligação terrestre, comprovadamente mapeada, entre o Oceano Pacífico e o Atlântico) associada àqueles misteriosos túneis sob investigação?

 

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2.2.6 – “A Lomba do Cavalo Morto”

 

O desfiladeiro que faz parte da trilha que passa pela propriedade é denominado “Lomba do Cavalo Morto”.  Porque, no dizer dos habitantes mais antigos da área, foi o lugar em que foi sacrificado um cavalo que, estoicamente, salvou o seu dono desastrado por uma  daquelas naturais emboscadas que sempre estão de tocaia naquele montanhoso relevo. No desesperado afã de buscar socorro, o animal, ao desembestar-se

“EU ESTIVE LÁ” – (II)

 

pela selva (*- Sozinho? Claro que não! Ele só pode ter sido encabrestado por um daqueles “invisíveis”), fraturou uma pata e mesmo assim retornou acompanhado de um socorrista ao local onde jazia o seu dono. O cavaleiro foi medicado e o cavalo sacrificado ali mesmo. Até hoje, dizem os nativos que, ao se ouvir um relinchar naquela floresta, o que se está ouvindo é o alerta do “cavalo morto”, denunciando que alguém está agredindo a “natureza do local”.

 

A dúvida. Pelo acaso, não será: “Agredindo o “entreposto” dos “invisíveis”  índioscultuados como oriundos daqueles misteriosos túneis?”.

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(*-2.2.4.1)- “CAMINHO DO PEABIRU”(Mapa das ramificadas trilhas no Sul do Brasil)

 

 

 Brasil)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

“EU ESTIVE LÁ” – (II)

 

 

 

(*-2.2.4.2)- O Destaque do Anel monitorado pela  “SERRA DO QUIRIRI”

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

“EU ESTIVE LÁ” – (II)

“EU ESTIVE LÁ” – (II)

 

O trecho anelado (entre Garuva, Joinville e Campo Alegre em -SC- e Postema no-PR-), tem seu auge (com uma média de 1.200 m do nível do mar) a “Serra do Quiriri” (100 milhões de metros quadrados pontilhados por mais de 30 cumes com altitude que varia de 1.300 a 1.580 metros)  constitui-se no mais misterioso e cheio de lendas de todo aquele extenso sistema viário (e veja o intrigante: é o único ainda perceptível. Dai  vem a pergunta: “Quem o preserva?”). 1- É a porta de entrada/saída de dois oceanos (Atlântico/Pacífico); 2- Os túneis estão protegidos dentro de um tripé de místicos observatórios: Monte Crista; Castelo dos Bugres e Morro Pelado (*-2.4.6) e; 3- Todo esse demarcado conjunto de fenômenos é, ainda, numa escala maior, inseridamente delimitado por dois invertidos “triângulos” configurados por uma rede de trilhas ao Norte  e pelas enigmáticas “escadarias” ao Sul.

 

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(*-2.2.4.3) – AS  DESAFIANTES  ESCADARIAS

 

 

(*-2.2.4.4) – OS  MISTERIOSOS  TÚNEIS

“EU ESTIVE LÁ” – (II)

(*-2.2.4.5) – AS  DUAS  MONTANHAS  MÁGICAS

                                                

               “MONTE CRISTA”                     “CASTELO DOS BUGRES”          

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                                                              

 

 

 

 

 

 

(*-2.2.4.6) – “O MORRO PELADO”

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

“EU ESTIVE LÁ” – (II)

 

 

2.2.7- O MEDITATÓRIO (O ecumenismo ampliado)

            (Quem me induziu para erigir aquele propagador moral?)

 

É o Observatório Espiritual do “Jardim da Natureza” (a flora e a fauna na forma original da criação). Todos os detalhes do ambiente: o formato; a posição; o pórtico; os bancos; as luzes; o piso; a tela; a cobertura; a própria fonte…, resultaram de um sublime e paciente exercício mental meu, e tive o privilégio de encontrar os parceiros certos para a exata transposição do sensível para o visível. Na edificação, procurou-se utilizar, ao máximo, os produtos da natureza local, com o propósito de fazer com que cada pessoa, que nele entrasse, valorizasse (através da meditação) a natureza, entendendo que ela é a fonte energética de sua existência física. O auditório era completamente isolado das nefastas tentações malignas exteriores, por uma vala de água pura corrente (que o circundava internamente), promovendo o equilíbrio das duas partes distintas de cada pessoa: corpo e alma. No palco, encravado no granito da escuridão das trevas, sobressaia-se a pintura colorida  do quadro, transmitindo-nos a certeza de que a coisa mais bela da vida – é ter uma vida! Na tela, buscou-se interpretar a importância da natureza, revelando os quatro elementos indispensáveis para a nossa sobrevivência terrena:

 

1 – O FOGO   – calor, energia. Está lá o sol;

2 – O AR        – oxigênio purificador. Está lá o vento agitando a flora;

3 – A TERRA – chão que  pisamos e  fonte  de   nossa  alimentação. Está  lá, dando

sustento  à  vegetação e colorindo as flores e

4 – A ÁGUA   – combustível líquido mais puro do mundo. Está lá na bicada cascata.

 

Os modelos da pintura foram extraídos do cenário que contorna Joinville:

A SERRA         – é o penhasco “Duas Mamas”;

A CASCATA   – é do Rio Piraí;

O RIACHO       – é o Rio Pirabeiraba e;

A FLORESTA  – é a Mata Atlântica da Serra do Quiriri.

 

A concentração energética do ambiente acontecia pela ÁGUA que, na pintura,  nascia e corria na TERRA, era temperada pelo SOL e oxigenada pelo AR. Na continuidade do quadro, a água se tornava real. Vindo de uma fonte natural, ela dava seqüência à tela: transbordando em forma de cachoeira, desviava um veio que: após cristalizado e energizado; renovava, conforme a força do seu desejo, o ser e a vida de cada um que dela fizesse uso,.

 

Materializadores do projeto:

 

Idealizador:   Orlando Frederico Rosskamp.

Executores:    João Bilau  (Desbravador do sítio);  Nelson Viertel (Mestre de Obras);

Willy  Bilau   e   Raul  Coppi  (Construtores);  Silo  Rocha;  Carlinhos

Hames e Arthur Bilau  (Auxiliares).

Artista:           Eugênio Colin (Pintor da tela).

“EU ESTIVE LÁ” – (II)

 

Palavras do Senhor “EUGÊNIO” Colin – Pintor do Quadro – Na sua, primeira e derradeira, visita ao Meditatório em 14/10/2002 às 12h10min.
“Sr. Orlando!
Nunca imaginei que no findar de minha carreira, a maior e última TELA pintada por mim, retratando a natureza, fosse “Arquitetada” e “Projetada” por um parceiro e perpetuada num ambiente dedicado a DEUS. Esta singular situação aflora a duplicidade que meu nome revela: O Artista sou “EU”;  O  Parceiro é o “GÊNIO”.

Muito obrigado pela Homenagem”.

 

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(*-2.2.7) – O Meditatório

2.2.7.1 – O Templo

      

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

2.2.7.2 – O Cenáculo da Meditação

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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“EU ESTIVE LÁ” – (II)

 

2.3 – “CITAÇÕES” EXTRAÍDAS DE OBRAS SOBRE O TEMA

 

2.3.1 – Do livro do historiador Raymond Bernard  “A TERRA OCA”

(Complementando aquilo que já transcrevi no capítulo anterior)

 

(Página 226)
 

   “… Indicamos previamente que as cidades subterrâneas de Agharta foram construídas pelos atlantes, como refúgios contra a precipitação radioativa produzida pelas suas guerras…”.

 

(Página 227)
 

    “… Enquanto, nos dias dos atlantes, os discos voadores voavam na atmosfera externa da Terra, depois de entrarem  no Mundo Subterrâneo continuaram a voar na atmosfera interna, no seu interior oco. Depois de explosão  atômica de Hiroshima, em 1945, eles se elevaram novamente para a superfície em grandes números, buscando evitar uma catástrofe  nuclear. A tragédia que atingiu Atlântida foi devido ao seu desenvolvimento científico ter se adiantado em relação ao seu desenvolvimento moral, resultando numa guerra nuclear, que aqueceu a atmosfera, derreteu as calotas de gelo dos polos e ocasionou um dilúvio terrível que submergiu o continente. Um grupo de sobreviventes, conduzido por Noé se refugiou nos planaltos do Brasil (então uma colônia  atlante) onde construíram cidades subterrâneas, interligadas por túneis à superfície, para evitar a destruição pela precipitação radioativa e pelas inundações…”.

 

A seguir, o nosso escritor complementa:
 

   “… De acordo com as narrativas de Platão, Atlântida foi submersa por uma série de inundações, que alcançou o auge há cerca de 11.500 anos. Cerca de quatro milhões de habitantes perderam a vida. Aqueles que eram mais evoluídos espiritualmente e foram prevenidos escaparam em tempo para o Brasil (principalmente em Santa Catarina e regiões limítrofes), onde eles ou seus descendentes ainda vivem em cidades subterrâneas, segundo se assevera…”.

 

 

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“EU ESTIVE LÁ” – (II)

 

2.3.2 – Do livro do jornalista Herculano Vicenzi “ALMA VERDE”

 

(Páginas 11 e 12)
 

“… Na paisagem da formação montanhosa da Serra do Quiriri(*-2.3.2.1), enriquecida por vales profundos, abismos, escarpas, paredões rochosos, arroios de águas cristalinas, além de cavernas, grutas e furnas escondidas nas florestas que circundam os campos naturais, sobressai-se (além da intrincadora engenharia praticada em sua  formatação) o místico fascínio daqueles dois salientes penedos: “Castelo dos Bugres” e “Monte Crista”: bases  de  um tripé que, culminado pelo (vulcânico) imponente penhasco “Morro Pelado”,  aponta (no entender de seus avaliadores), com exatidão, pelo solstício, as quatro estações do ano…”.

 

“… A Serra do Quiriri é considerada um lugar místico, povoado de mistérios fantásticos. Discos voadores pousariam com frequências nos descampados  da região. O conjunto das estranhas formações rochosas (pedras com superfície achatada, tamanho uniforme e distribuídas de forma simétrica, parecendo pátios de pouso feitos de paralelepípedos  gigantes  com  mensagens  para  ainda serem decifradas), denotando a intervenção do homem (a lenda ressalta os Incas; ou seres extraterrestres) para formá-lo,  dão essa certeza da presença dos discos voadores a boa parte das pessoas que conhecem a montanha…”.

 

“… São comuns relatos de fenômenos estranhos, como barulho de correntes, som de trombetas e canto coral…”.

(Página 23)

 

“… Além das belezas naturais são as lendas que mistificam o local. Há quem acredite que ali existem entradas secretas para o centro da Terra, onde habitaria uma civilização mais adiantada que a nossa. Antigos caçadores contam que à noite são ouvidos ruídos estranhos (sobrenaturais). Ouvem-se também muitos comentários de inscrições indecifráveis que estariam gravadas nas rochas. A história mais fantástica remonta do século passado, Em noites de lua cheia um índio montado em um cavalo branco e empunhando uma lança flamejante aparece ao alto do Castelo dos Bugres (de onde a vista panorâmica de todo vale é esplêndida e ampla)…”.

(Página 109)
 

 “… Segundo a lenda, corroborada por antigos agricultores da região, o Castelo dos Bugres, em Joinville, e o Monte Crista, em Garuva; num tripé com o  Morro Pelado, em Joinville (quase divisa com Campo Alegre) possuem túneis que ligam ao centro da terra, onde existiria uma civilização remanescente de Atlântida, o continente perdido…”.

 

 “EU ESTIVE LÁ” – (II)

 

(*-2.3.2.1) – A Exuberante  “SERRA DO QUIRIRI”

“EU ESTIVE LÁ” – (II)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

TERCEIRA PARTE

 

 

3 – A TÁTICA

 

 

Bolei no meu imaginário uma estratégia de reunir,

Para depois sofismar na história deste livro,

As esparsas lendas dentro daquele misterioso mundo habitado pelo  sobrenatural.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

“EU ESTIVE LÁ” – (II)

3.1 – A EXPEDIÇÃO EXPLORATÓRIA-

 

3.1.1 – A Largada:

 

Convencimento do Willy Bilau (meu ex-chacreiro), como filho dum pioneiro desbravador, conhece como ninguém o local. Acresça-se que ele também sabe como a coisa é, porquanto, como guia, já participou de algumas expedições explorativas daquele intrigante fato que eu, agora, quero presenciar. Porém ele, por uma súbita síndrome de medo (desfiou um  monte de acontecimentos atentatórios recentemente ocorridos pelos arredores), irredutível, negava-se em participar desta minha expedição.

 

Num recente domingo passado, almoçando no Restaurante “Tia Marta” (Estrada Bonita), “casualmente de propósito”, encontrei-me  com o Willy (aquele que, como guia, esteve, por várias vezes,  naqueles túneis). Depois daquele  papo inicial sobre assuntos relacionados de pessoas que há muitos anos não se viam,  despretensiosamente, o sondei sobre a possibilidade (e interesse) dele em voltar lá comigo e ficar acampado defronte ao túnel principal por alguns dias.

 

– “Nem em pensamento!”,  respondeu ele. E já sentenciou: “Eu não sou mais tão doido assim com eu era”.

 

– “Mas Willy”, contra argumentei, “Não tem nada de doidice nisto, eu apenas quero  conhecer aqueles interessantes locais. Mesmo porque, o pessoal daqui, principalmente você e a Dolores, sempre me falavam muito deles e por isto, a minha curiosidade atiçou-se”.

 

Ele foi rápido em sua resposta.

 

– “Sabe Orlando; depois que você vendeu aquele teu sítio pelo qual passa aquela trilha dos “índios” que circunda pelo lado de cá o Castelo dos Bugres, os novos donos desenvolveram um modo mais para o mercantil naquele teu ex-empreendimento”.

 

– “E dai?”, eu perguntei.

 

– “E dai?”, disse ele, “É que eles, com isto, relegaram, um tanto muito, a preservação da natureza como você vinha fazendo e, como represália “daqueles”, você sabe de quem eu estou falando, né?,  o negócio começou a desandar por ali”.

 

Deu uma suspirada, e já foi emendando:

 

– “Todos os teus vizinhos: O Flavino; o “Velhinho” das Abelhas; o  Elias; o Troyan; o Pita; o Nelson; o Cilo e tantos outros; inclusive eu, mandámo-nos daquela região. Ah! Até o Fock botou a venda todo aquele enorme terreno do outro lado do rio onde ele investiu bastante dinheiro  na perfuração de poços artesianos”. Foi quando, escapulin-

“EU ESTIVE LÁ” – (II)

 

do-me pela boca o que me veio à mente, sussurrei: “Caramba!”. E, curioso, perguntei:  – “Mas Willy; explica-me essa tua aversão direito. O que realmente está havendo?”.

 

Ai ele resumiu:

 

– “Está havendo, Orlando, que as coisas mais assustadoras começaram a acontecer: clarões sem relâmpagos; estrondos sem trovoadas; ventanias sem nuvens, enchentes sem chuva e por ai vai. Tudo isto culminou com aquele inexplicável dilúvio em Novembro de 2008 que fez deslizar milhares  de  toneladas  de  piçarra  da serra e soterrando muitas propriedades. Agora pense: as mais atingidas foram exatamente aquelas que exploravam, comercialmente, a natureza e, por mais estranho que possa parecer, dentre todas, a maior vítima foi aquela que já foi tua: ela ficou simplesmente arrasada. Outra coisa: isso aconteceu quando a pousada dela estava lotada de gente; e, de novo o estranho, ninguém sequer ficou ferido. Ou seja: os “caras” não estão querendo fazer mal à gente;  estão, por enquanto, penso eu, só assustando”.

 

Acendeu um cigarro e, dando aquela baforada, continuou em sua lógica.

 

– “É claro que os meteorologistas têm as suas explicações para estes fenômenos, mas nada me tira da cabeça de que “eles” estão zangados com alguma coisa de errado que estamos fazendo”. Arrematando a seguir:  – “Veja bem, você sabe, pois, curioso como você é, já ouviu falar muito sobre o tudo  que já foi vivenciado, desde os tempos dos primeiros colonizadores até hoje, com “aqueles” nossos “invisíveis” vizinhos com os quais aprendemos a conviver pacificamente. Mas sempre que chega alguém  que, atrevido,  pensa que pode fazê-los de bobo: ai o bicho pega pra valer”.

 

Interrompendo-o, eu amenizei.

 

– “Olha aqui Willy. Você nasceu aqui, criou-se aqui, andou por esta floresta todinha sempre convivendo harmoniosamente com “eles” e, como nunca houve nenhum entrevero mais sério entre vocês, eu entendo que essas catástrofes não tem nada ver com você. Portanto,  largue mão desta tua bobice de medo”.

 

Parei um pouquinho para arquitetar  um “xeque” no jogo dele.

 

– “Willy! Você é o único cara que eu conheço que pode me guiar até lá. Portanto, deixe de bobagem e vamos nessa! Olha, tem mais: todas as despesas são por minha conta e garanto que até vai sobrar uma festívica bufunfa extra para você! Beleza?”.

 

Ai ele me olhou e, pensativo, começou a coçar aquela sua estropiada ruiva barba (pensei: “Pronto o homem foi fisgado”).

 

Todavia, para minha decepção, o negócio não foi bem assim. Ele começou a “balançar” (isto deu para deduzir), mas ele ainda estava naquela de tirar o corpo fora, pois, confirmando isso, assim ele argumentou:

“EU ESTIVE LÁ” – (II)

 

– “Eu sei que você é tinhoso, corajoso e cabeçudo. Quando você encuca alguma coisa, você  vai  até  as últimas  conseqüências: assim  como  você  fez, com 65 anos de idade,  

aquela arriscada viagem de Brasília à Joinville de bicicleta(*-3.1.1). Todavia, o que você cismou de fazer agora, já com 70 anos, é doidice mesmo. Ou você acha que é moleza: Embrenhar-se na mata infestada de bichos ferozes e cobras venenosas. Escalar íngremes montanhas escorando-se apenas em arbustos. Atravessar grotas deslizantes segurando-se em cipós. Transpor rios caudalosos pisando em pedras escorregadias. E ainda (isto se você conseguir chegar até lá); arranchar por dias completamente exposto e desprotegido naquele florestal isolamento”.

 

Reabastecendo o seu fôlego; arrematou:

 

-“Isolamento uma vírgula, você estará sob constantes ameaças de tudo o que é tipo de bichos, insetos, cobras e por ai afora. Sem falar do perigo maior: você se  exporá  na situação de invasor do território “deles”. E isto, acredite em mim, não é, de jeito nenhum, recreação para um setentão infartado como você. Portanto, tire esta coisa de caduco da tua cabeça; e vamos mudar o assunto desta nossa prosa”.

 

Claro. Não me dei por vencido. Resolvi, então, disparar um cartucho argumentativo de calibre mais grosso e apelei para aquele nosso relacionamento que quase chegou a ser de pai pra filho:

 

– “Ó Willy, se eu vim te procurar, é porque eu te conheço desde os teus treze anos quando você, com o falecido “Velho João”, teu pai, veio morar no meu sítio e, até hoje você, sem nunca, sequer, pestanejar, faltou a nenhum dos meus pedidos”.

 

Agora a apelação: -“E tem mais, durante todo esse longo tempo que você morou no sítio fomos muito mais do que patrão e empregado. Fomos isto sim, tio e sobrinho.      E isto ficou muito evidente na criação dos teus nove filhos (Tito, Preto, Andrea, Saíra, Princesa, Néco, Cinho, Cisco e Rafael) junto com a tua mulher, a  saudosa Izabel (que Deus a tenha). Olha, vamos fazer o seguinte: eu topo mudar de assunto desde que você se comprometa de arranjar uma solução que me permita realizar esta aventura, pois eu, de jeito maneira, vou desistir. Combinado?”.

 

Ih! Eu acho que atingi e anestesiei aquela sua “encracada” defesa. Pois agora, bem menos tenso e, aparentando ter reassumido os seus inatos brios, fixou os seus                 (ansiosamente faiscantes) olhos  naquela fatídica serra, quando, baixinho (quase que inaudível), perguntou:“Quando você quer  ir e quantos dias você pensa  em  ficar acampado lá?”.

 

Quando lhe falei que estou pronto para ir a qualquer hora e que a permanência será de, no máximo, uma semana, ele desembuchou: – “Vou falar com os teus conhecidos; Mico (Arthur Bilau) e Rauli (Raulino Gonçalves) para ver se eles nos ajudam; claro mediante pagamento de um valor que a gente vai acertar com eles.  Como você sabe, estes  dois são  mateiros de “primeira” e profundos conhecedores da região (inclusive participantes daquelas científicas expedições exploratórias)”,

“EU ESTIVE LÁ” – (II)

 

Com estas palavras, ele se autonomeou o “Coordenador” do meu audacioso piquenique. Agora, a participação dele na jornada, conforme ele falou, vai depender do beneplácito da nova mulher dele (como as coisas mudam…).

 

Pronto! Este primeiro final; terminou feliz. E assim combinados, marcamos um novo encontro para o próximo sábado, de novo no “Tia Marta” (que passou a ser o nosso QG) para,  já com a presença dos dois mercenários contratados, ultimarmos os preparativos.

 

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(*-3.1.1) – “A BICICLETADA DE BRASÍLIA À JOINVILLE”

(DO LIVRO “EU ESTIVE LÁ” -DE JOINVILLE-)

 (Abre a citação)
Capítulo 01 –  (27/O8/2005 – A LARGADA)
 
              (OS PERSONAGENS)     =      A PARTIDA DE BRASÍLIA   =   (ODÔMETRO ZERADO)

(ORLANDO + ZICA + RAFAEL + PARATI)

 

“É agora!” (Brasília – Sábado –  09h00min). Após 19 horas de uma móvel e desassossegada concentração (Joinville para Brasília), parando somente para reabastecer o carro e atender as necessidades dos dois motoristas, sem dormir, estacionamos na Praça dos Três Poderes. De súbito e no afogadilho, encenando um moderado espalhafato, parecendo  uma projeção acelerada de um filme mostrando dois robôs estabanadamente frenéticos, preparamos a bicicleta e o piloto. Sem delongas, assentei-me no “selinado” trono e (bussolando Joinville), com uma suave e carinhosa impulsão do meu pé direito sobre o estribo giratório (acionando a primeira pedalada) comecei a imperar, magnificente, no reino dos estradeiros ciclísticos. Enquanto o Rafael, meio desajeitado, detonava o pipocar do “flash”, registrando fotograficamente o momento desta entronação, eu, consagrado pelas invocações atendidas, mentalmente, fixei o meu olhar no obscuro das imprevisíveis ciladas amoitadas no itinerário a ser vencido. Mesmo desprovido do poder de prever o porvir, mas já conscientizado que durante o cumprimento desta minha auto imposta missão eu iria enfrentar obstáculos  bem  mais reais que moinhos quixotescos, compulsionei-me, ali, na obrigação de sobrepujar a todos. E mais, para não dar qualquer chance ao sucumbimento, devo: secundando a determinação do “abnegado idealista” que me blindou até aqui; encarar, daqui pra frente com  destreza, os limites (até além) de todas minhas habilidades e perseverar, até o final desta jornada, fortificado como um “baluarte otimista”. Então, relaxadamente, agora já desvencilhado do acossamento daquele grude fustigador do meu desígnio, impostei a voz e extravasei: “Avante sem temor!”. E decretei: “É agora ou nunca!”.

 

                                      (CONTINUA NA PÁGINA SEGUINTE)

“EU ESTIVE LÁ” – (II)

 

Capítulo 30  –  (10/09/2005 – MISSÃO  CUMPRIDA)
 

 

Ué!  Acabou-se este meu viageiro romance com a bicicleta? Justo agora que, só há pouco, aquela minha idilosa mania “gostar dela” livrou-se das amarras de sua clandestinidade (a “Patroa”, ao (finalmente) ficar sabendo do meu “caso” com a bicicleta, acionou a sua matraca e tornou-o público). Quando eu (até que enfim) pude, faceiro como um alforriado, botar fogo no braseiro desta minha (agora desadulterada) paixão e nupciar as mais sensuais delícias de uma alcovada lua-de-mel com a minha “Zica”. E, no pleno gozo da felicidade deste nosso liberado amancebamento, eu, até ignorando tempo e distâncias, pedalei e descansei totalmente absorto e eufórico nos trechos faltantes até este chegado destino. Por que tudo isso passou tão rápido assim? Foi o tempo que encolheu?  Não pode ser, pois o cronograma original  foi cumprido em todos os seus entretempos. Hã! Então só posso confirmar e avalizar aquela sensação: “Uma viagem de volta para casa, sem pressa de chegar, leva a metade do tempo” (o distante passa a ser um instante).

 

Capítulo 31  –  (11/09/2005 – RESUMO DA EPOPÉIA)
 
A VIDA PROSSEGUE

 

     

 

 

 

 

                                      (CONTINUA NA PÁGINA SEGUINTE)

 

I“EU ESTIVE LÁ” – (II)

 

ESTRADA
 
– De Carro:    De Joinville (26/08/2005 – 14:00 horas) para Brasília (27/08/2005 – 9:00 horas), num total de 19:00 horas “non-stop”, numa média de 81 km/h.
 
– De Bicicleta: De Brasília (27/08/2005 – 9:20 horas) para Joinville (10/09/2005 11:35 horas) num total de 362:15 horas (completadas em 31 etapas) e assim distribuídas: 173:15 horas parado (descansando) e 189:00 horas em movimento (numa média de 51 km/etapa).
 
MODO KM HORAS KM/H FLEXÕES DAS PERNAS
 

Pedalando

1.258

137,30

 

9,15

503 mil em cada ½ pedalada (1 perna) =

1,006 milhões cada pedalada completa

 

Empurrando

 

112

39,30

2,80

 

120 mil passadas

Banguelando/

Velejando

175

 

12,00

14,50

 

Inoperante

Total   1.545    189,00    8,20 1,126 milhões de pernadas (*)
(*) – Se considerarmos ainda que, tanto pedalando como andando,  enquanto uma perna tracionava, a outra, inversamente, voltava para a posição de fazê-lo. Fiz, então, o dobro destas flexões (1,126 X 2 = 2,252 milhões).
 
CUSTO:
        
 
Bicicleta e Acessórios……………… R$    430,00
Carro, gasolina e adaptações…….. R$    550,00         Obs.: O merecido agrado ao
Alimentação…………………………… R$    520,00         Rafael, saiu do “Caixa-2”.
Total                                             R$ 1.500,00
 
SAÚDE:
                            Peso:                                                   Idade:
 
                            Na saída                    98 kg                 63 anos,
                            Na chegada                91 kg                   2 meses e
                            Perda de                       7 kg                21 dias.

(Fecha a citação)

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3.2- A Estruturação  

 

Tudo acertado, o Willy como chefe expedicionário, tratará de tudo que o indispensável apoio exige.

 

 

No “Tia Marta”, e no horário marcado, lá estava o Willy acompanhado dos dois auxiliares já contratados que irradiavam uma só alegria pela oportunidade de ganharem

 

“EU ESTIVE LÁ” – (II)

 

algum dinheiro para fazer a coisa que mais gostam:  a de caminhar por aquela enorme mata que um dia já foi, pela caça e pelo desmate, o seu “ganha pão” (o “Mico” -Arthur-

é o é o irmão mais velho do Willy e o Rauli  -Raulino Gonçalves- é cria do local)  e, sem muita delonga,  fomos direto ao primeiro assunto: “Qual é o preço?”.

 

Conversa daqui, conversa  de lá, e pronto! Empreitamos  uma paga (que eu até achei razoável) pelo pacote integral (com duração de sete dias), ou seja: eu não iria me preocupar com nada da infraestrutura: mantimentos; abrigos; deslocamento; iluminação; etc.

 

Ato contínuo, o Willy,  antes de entrar no assunto propriamente dito, baixinho e ao pé do ouvido, me confidenciou que a mulher dele não só lhe “permitiu” em  participar, mas, foi além.  “Convenceu-o” a fazê-lo, utilizando-se da seguinte argumentação:

 

– “Olha Willy, pelo tanto que vocês dois são unidos você não pode deixar de acompanhá-lo. E mais: para que nada de mau lhe aconteça, você tem que cuidar muito bem dele, viu?”.

 

Dito isto, esnobando todo aquele garbo de comandante em chefe da expedição, falou:

 

– “Como eu sei que contigo o negócio sempre é, “o quanto antes melhor”,  já me antecipei em algumas providências”. Ao enumerá-las (a seguir descritas) já ia discutindo com os presentes cada detalhe da execução:

 

1- Durante esta semana nós já iremos transportar até o pé das escadarias do Monte Crista (guardando na estrebaria do Sr. Hattenahuer) os materiais necessários para construir os  “ranchos” abrigadores.
 
2- Com o auxílio de mais dois peões (que deverás pagar “por fora”), já no final da semana que vem vamos construí-los defronte ao grande túnel (mas, claro, nunca em cima da trilha de acesso “deles”). Serão dois. Um pra ti com a frente para a caverna e com um acabamento bem mais sofisticado (por debaixo das usuais folhas de caeté da cobertura e das paredes laterais, nós vamos reforçar a vedação com uma  lona de plástico. E no chão de dentro (tua cama), além da lona e do macio forro de caeté terá colchonete, travesseiro e cobertor). O outro (pra nós três), com a frente invertida, será bem rústico (tal improvisado pelo caçador itinerante). Enquanto o resto: como fogo de chão; chuveiro; latrina; etc. será comum aos dois.
 
3- Dai, quando você quiser, estaremos prontos para a gente “se mandar”. Carece, no entanto, que precisamos  saber  disto,  pelo  menos  com  dois  dias  de  antecedência  para  podermos providenciar a compra e o transporte dos utensílios e mantimentos. Ah! Ia me esquecendo, viu Orlando. Como nós estamos em pleno inverno e lá em cima faz um frio danado, é bom que você nos antecipe os teus agasalhos para que os dois carregadores já os levem pra lá.

 

“EU ESTIVE LÁ” – (II)

 

Com estas decisões executadas, entendi que, no início da semana, depois da que vem, estarei  de vigília na abertura da entrada principal  do túnel na expectativa de “ver” (pelo menos um vestígio) daqueles falados “índios”.  Encerrando aquela reunião (dali pra frente o contato entre eu e o Willy passou a ser, celularmente, diário) ele, como uma incontestável ordem, disse a todos:

 

– “Olha gente! Nada de levar qualquer coisa digital, de transmissão, de iluminação a pilha, ou coisa equivalente (máquina fotográfica, filmadora, notebook, celular, rádio, lanterna de mão, etc.). E nem pensar em bebida ou substância que contenha álcool e muito menos qualquer tipo de arma de fogo, pois “eles” não gostam de nada disto, e a represália “deles” é imprevisível e poderá estragar tudo: ainda mais que “eles” já estão encafifados por alguma coisa que fizemos e não sabemos”.

 

Dito e feito. Na segunda feira cedo o Willy me comunica que a infraestrutura está pronta e me pergunta quando eu pretendo iniciar o meu acampamento. Disse-lhe: “O mais antes possível”. Como  ele   precisa  de  dois dias  de  antecedência, ficou decidido às seis horas da manhã da próxima quarta feira no pedestal das escadarias do Monte Crista (quintal do agricultor Hattenhauer).

 

Mais ansioso e excitado do  que aquele amante que vai se encontrar (com hora marcada) pela primeira vez com a sua recolhida paixão, lá estava eu,  já as 5 e 30, e doido para chegar lá em cima.

 

Não me surpreendi ao ver o Willy e o Rauli (explicando ao incrédulo colono albergador de nossos pertences, a coisa  de  adoidado  que o Seo Orlando decidiu fazer) também já

me esperando (eles já vieram na véspera  (dormindo sobre o monte de feno) para despacharem, liderados pelo Mico, os dois peões mateiros com os mantimentos).

 

Chacoalhando de um lado pro outro  a sua  cabeça e dizendo: “nein; nein; nein, ich klaube nich was ich see! ” (não; não; não, eu não acredito no que estou vendo), o Sr. Hattenhauer (veterano conhecedor da região), antes da gente se despedir dele, me revelou como evitar os principais perigos: “Nunca se afaste do teu guia, principalmente naqueles atalhos desviantes que, motivados por algum entulho de deslizamento, ou tronco caído, obstruiu o caminho”. Recitou, a seguir, o único mandamento de sobrevivência para os perdidos na mata desta serra: “Procure ficar calmo e, acreditado, seguir na jusante do primeiro riacho encontrado, pois ele, mesmo se afluentando, sempre desaguará num rio planicial”. E por fim, prometeu que: se voltássemos sãos e salvos; ele e sua mulher nos serviriam o marreco mais delicioso que eles já assaram.

 

Com este palatoso incentivo (eu sabia que lá em cima a comida seria, além de um minguado sortimento, quase só de industrializados) olhei para a montanha e, esticando o meu pé direito pra frente,  pisei (como o primeiro grande passo) no início da picada que nos levaria àquele amontoado de enormes pedras sobrepostas.

 

“EU ESTIVE LÁ” – (II)

3.3 – O Deslocamento

 

Do pé do Monte Crista, subindo o íngreme Caminho do Peabiru e suas intercaladas escadarias, rumo ao acampamento defronte do meu túnel.

 

COMO CHEGAR LÁ
A porta oficial para a subida (quando se vem de Joinville pela BR-101) é: entrando a esquerda bem defronte da Balança Rodoviária do Km 14; passa- se  por um recanto de lazer rural e; logo a seguir, chega-se num complexo para eventos terapêuticos onde, atravessando o Rio Três Barras, tem início o desafio. Naquele último civilizado local são disponibilizados experientes guias e todo apoio material exigido para os aventureiros fazerem sua escalada (não se pode, pelo labirintoso traçado do “caminho”, fazê-la sem estes suportes). Acontece, no entanto, que os agricultores limítrofes, pelos seus domínios, têm picadas alternativas que, já mais acima, acessam o Peabiru (que foi o nosso caso).

 

Até que a parte  inicial  daquela  esquisita  subida;  não  foi  páreo  para  a  minha  idade,  porém, quando começou, de verdade, o pirambeirado aclive da serra (*-3.3.1), a minha respiração se converteu num ofegante bufar e o meu corpo numa só extenuação. O alívio já estava programado: nos trechos mais íngremes, o Willy na frente me puxava com uma corda amarrada em nossas cinturas; enquanto, nas subidas em que este artifício não era suficiente, mais o Rauli atrás com as duas mãos nas minhas costas me empurrando. E desse modo, com muitas paradas reabastecedoras, fomos avançando.

 

Depois de quase cinco horas de escalada  naquela ziguezagueada subida, cruzamos com os dois peões que foram levar os mantimentos e estavam voltando (o Mico já ficou lá). Disseram que, mesmo o mato ter tomado conta  de  quase  tudo da trilha que passa pelo

túnel, dá para ir e ficar tranqüilo. Sussuraram-me ainda aonde esconderam (a meu sigiloso pedido) um desligado celular (conectado via satélite) para, somente em caso de estrema emergência, ser usado.

 

Este trajeto do Caminho do Peabiru (que vai de Três Barras ao cume do Monte Crista) termina uns 500 metros antes do topo deste. Lá, numa rótula  centralizadora do cruzamento ramificador (configurada como a  “Rosa dos Ventos”), “eles” dividiram o Caminho do Peabiru em três partes: Oeste, Leste e Sul (enquanto o trecho Norte, que conduz ao pico, já não mais faz parte do sistema “deles”). Nós, ao chegarmos lá, derivaremos para o ramal do Oeste onde, enfim, eu me confrontaria com o meu almejado “Túnel”.

 

Naquela de: escalando, atalhando, descansando, conversando, imaginando, … , enfim, depois de sete sacrificantes horas (já quase rastejando) no meio daquela mata desorientadoramente fechada (só dá pra ir mesmo acompanhado por um experiente guia), chegamos ao guarnecido (*-3.3.2)  trifurcado local da escalada. (Acompanhe pelo mapa incluído no adendo “*-2.2.4.1”) Contornando o pico do Monte Crista (que dali é atingido por uma picada  de caçador) pela direita,  o Peabiru leva a Cuzco  no Peru (este, nas imediações  de  Curitiba,  ramifica:  a  direita para Cananéia-SP e a esquerda, passando por Foz do Iguaçu, para Assunção-Paraguai).

“EU ESTIVE LÁ” – (II)

 

Aquele que segue a esquerda, um pouco  adiante do meu camuflado túnel, também se bifurca: o ramal a direita se junta, logo a seguir, com aquele que vai a Assunção e o a esquerda, que termina em Missões-RS, também tem um ramal para Foz do Iguaçu-PR (aonde se junta naquele que vai para o Paraguai) e outro para Morro dos Conventos-SC.

 

Com um esperto lanche que a mulher do Willy preparou e acomodou na mochila dele (água a gente encontra a cada instante nos inúmeros córregos que serpenteiam pelo roteiro). E depois daquela eficaz  massageada  nas minhas pernas (com sabão de coco), lá fomos nós para conquistar a última etapa desta nossa caminhada rumo ao sinistro túnel (aí foi mais brando, pois caminhamos, por duas horas, quase só pelo horizontal).

 

A altura do pico do “Monte Crista” é estimada em “um mil” metros, mas o “Caminho” que leva até ele tem “nove mil” (isto até os “quinhentos metros” antes onde ocorre a sua tribifurcação). Outra coisa: pela notável engenharia praticada pelos nossos misteriosos “construtores”; aquela via (em linhas que formam ângulos salientes e alternadamente reentrantes, ou seja: em ziguezague), em toda sua calha de subidas meio horizontais (são bastante íngremes, pois foram projetadas para serem apenas utilizadas por pedestres e bestas) são “pavimentadas” com pedras de todo tipo e tamanho e, conforme a exigência do terreno, até com degraus. Agora: as faladas (e fascinantes) “Escadarias” foram construídas na maioria dos cotovelos da estrada (quando: de um “semi” horizontal; ela passa a ser, angulando quase 360 graus, um “absoluto” vertical).

 

À medida que o Willy ia anunciando a nossa aproximação do  objetivo, mais os meus nervos se enervavam. A mata era totalmente fechada (por baixo, pelos lados e por cima), mas, impressionante: o arqueológico caminho, mesmo denotando estar em desuso, a demarcadora sinalização, em  ambos os lados com aquela desconhecida erva de que já falei, parecia ter sido podado recentemente (será que “eles”, com isso, querem a nós  dizer que somos bem vindos?).

 

De repente, dois fatos me proporcionaram o êxtase da chegada:  primeiro foi a fumaça incensando o local (só podia ser o Mico cozinhando alguma gororoba para nós) e o segundo era ele mesmo vindo feliz ao nosso encontro. Ao ver aqueles dois ranchos     arrumadinhos  bem defronte  daquele túnel tão misterioso (separados pelo “caminho”): fiquei absorvido pelo  encantamento e entrei nas nuvens. Por um bom tempo eu me deixei ficar assim fantasiosamente imaginando aqueles arrepiantes lances que estou querendo vivenciar. Só no momento em que o Mico, batendo nas minhas costas para me oferecer o “jantar”, foi que eu  voltei à realidade.

 

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“EU ESTIVE LÁ” – (II)

 

COMO É UM RANCHO DE CAÇADOR – Metragem: 1,5 X  2(+1 da “puxada”)

 

1-Começa pela escolha do terreno. Tem que ser de pouco declive e próximo a um leito de água (*-3.3.3) que, por gravidade e através de uma improvisada calha de taquara, é despejada no beiral do rancho.  2-Passa pela sua construção (estilo “Meia Água”) que é de duas “paredes” só (a inclinação trazeira do teto, enganchado, frontalmente, em dois esteios, é estacado direto no chão). E ele é todo ladeado por uma valeta (para desviar a água da chuva), cujo barro desentulhado é o reboco da base (para inibir a entrada de bichos rasteiros). O abrigo é composto de dois ambientes: interno (fechado pelo teto e pelos dois lados) de cima ao chão; e externo (uma “puxada” da frente aberta). O interno é o “quarto” de dormir (também usado para pendurar os alimentos e roupas) que é vedado e forrado com folhas de caeté. E o externo, com uma “paulada” mesa, ladeada  por dois empoleirados bancos (tudo lá, amarrado com cipó, é feito de galhos de árvore) serve como “sala de refeições” e também para os serviços gerais da “cozinha” (a água “canalizada” é despejada, estrategicamente, na beirada daquela mesa para atender duas necessidades: abastecer a “casa” e duchar os “moradores”). Separando, de ponta a ponta, o interno do externo, são deitados dois grossos troncos paralelos (não muito afastados entre si) onde  (entre eles) queimará, permanentemente, o  multiutilitário fogo de chão para: coibir que no interno adentrem animais e insetos (o fogo como “mata burro” e a fumaça como “repelente”) e; sobre um enfincado tripé, pendurar a única “panela” (uma lata presa num arame) para cozinhar tudo. Como equipamento indispensável, ele é 3-Complementado pela solitária “privada”. Consiste numa uni arquibancada (camuflada na capoeira) feita também com paus roliços e com uma abertura quadrada (do tamanho que ampare o traseiro do evacuador) em cima de um buraco receptador de excrementos que, no desmonte do acampamento, a exemplo do semelhante depósito de lixo, será reenterrado.

 

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(*-3.3.1) – O INÍCIO DA SUBIDA

 

“EU ESTIVE LÁ” – (II)

 

(*-3.3.2) – O ATENTO GUARDIÃO DO “MONTE CRISTA”

 

 

 (*-3.3.3) – A FARTURA DE ÁGUA NO “MONTE CRISTA”

 

(*- Ao ver os dois ranchos, eu fiquei maravilhado com  o detalhe racionalizador arquitetado pelos meus assessores. O fogo de chão, imprescindível base (cozinhar, esquentar, alumiar, espantar bichos e insetos, etc.), é localizado, sempre, entre a “varanda“ e a “porta” do “quarto”. Como a frente do rancho deles era o inverso do meu, eles, simplesmente, ao geminarem as “varandas” dos dois: unificaram o braseiro e; com isto, centralizaram  todos os equipamentos (e serviços) de apoio.)

“EU ESTIVE LÁ” – (II)

 

3.4 – A Instalação

 

O Willy contando o estranho que ocorre ao se entrar no túnel: (a luz se apaga;  fica-se sem ar;  etc.).  É o “Portal”.

 

Mais extenuado do que  mula cargueira de tropeiro após uma longa jornada, só deu tempo de engolir o angu preparado pelo Mico; duchar o meu transpirado corpo; ajeitar  minha cama (o colchão era uma daquela macia espuma de borracha de uns 10 cm de espessura); e ouvindo o Willy recapitular tudo aquilo que ele já me contou umas “trocentas” vezes sobre o sobrenatural que  ele  presenciou  naquele  túnel.

 

Esta história dele sempre é iniciada assim: “Tão logo a gente se adentra no túnel, depara-se com um ponto por qual não se consegue passar”. Para o meu entendimento, este ponto é o “Portal”. Imagino  algo  semelhante  àquela  cortina  de  ar

quente que no inverno os europeus usam nas portas de entrada de suas lojas para evitar que a corrente gelada de fora entre (só que, aqui é para não permitir a entrada de “energia” materializada).

 

E termina em ele querendo saber o porquê que só naquele ponto: “As luzes se apagam: o corpo levita; a memoria viaja; a gente fica perdido…” e por ai vai.  Enquanto isso, eu com os olhos fechados desde o início de sua preleção, só bem mais tarde é que ele se apercebeu que eu já havia capotado no sono fazia tempo.

 

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 “EU ESTIVE LÁ” – (II)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

QUARTA PARTE

 

 

4 – OS CONTATOS

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

“EU ESTIVE LÁ” – (II)

 

4.1 – Os Preparativos:

 

Vigília; Objetos de atração: principalmente o  Micro Chip onde magnetizei um resumo do que nós humanos já conquistamos e o que imaginamos sobre “eles”.

 

Além de estar localizado numa floresta totalmente fechada, a posição e o envoltório do meu rancho, exclui,  para quem está dentro dele, qualquer noção da existência do sol (do lado de fora enxerga-se, aqui e acola, apenas alguns filetados raios exprimidos por entre algumas frestas no manto da copada mata). Por isso nem me apercebi que a aurora já havia raiado faz tempo e permaneci na “cama” morcegando.

 

No momento que aquele aromático cheiro de café atiçou o meu olfato, pulei fora do abrigo e logo me juntei ao meu asseclado trio que, sentado em volta ao fogo e, revezando a única caneca (de alumínio) trazida, estava saboreando o seu desjejum.

 

Como filtro; café solúvel e outros facilitadores mais, num ambiente desses é luxo: improvisa-se. Na lata, junto com a água, já se põe o pó de café e o açúcar. Assim que a fervura levantar: submerge-se um tição em brasa nela (atraindo e grudando toda a borra nele); e pronto: o café mais coado do mundo está disponível.

 

Sempre esguelhado naquele túnel, a partir desse momento, a minha ansiedade passou a comandar o processo de aproximação com “eles”.

 

Como os meus auxiliares morrem de medo desses “fantasmas” e se “borram” todo só de ouvir falar nas assombrações “deles”, acham que isto que eu estou fazendo é coisa de amalucado. Por isso foi fácil de convencê-los a ficarem completamente  ausentes  (e distantes)  de todos os lances desta minha “loucura”.

 

Preparado?  Então vamos, incitados, rumo ao desconhecido e, como Colombo, descobrir que a terra não é tão somente chata. (Ou, ainda, numa citação mais moderna: “No céu não existem apenas aviões voando”).

 

O MISTERIOSO MAPA (DO INTERIOR DO TÚNEL?) NUM GRANITO PRÓXIMO

“EU ESTIVE LÁ” – (II)

 

Após delimitado o espaço de minha atuação (do rancho donde vigíliarei, até o túnel que explorarei (que deve ter uns três metros de abertura), divisados pelo “Caminho”; distam dez metros em vegetação rasteira), fiz um reconhecimento minucioso de todo o seu contexto, principalmente da boca do túnel que, de fato,  apresenta-se medonhamente soturno (não se enxerga nada além de silhuetadas teias de aranha alvoroçadas pelos morcegos).

 

Vagando pela entrada daquele buraco e decifrando os detalhes de sua formatação, comecei a ficar calafriado. Não era nada parecido  com  o  nosso  conhecido “Choque

Térmico”: era uma sensação desconhecida: parecia como se eu estivesse sendo sensibilizado por um alucinógeno espiritual. Nisto, imaginei: “Acho que são eles!”.

 

Voltei ao meu observatório e (imitando aqueles colonos que “os” presenteavam  para auxiliá-los nos desmatamentos) separei alguns agrados que coloquei em cima de uma visível pedra na entrada daquela toca e fui me posicionar na sentinela para ver o que iria acontecer.

 

Naquele primeiro dia: nada aconteceu. O mesmo ocorreu com a noite (na manhã seguinte tudo estava no seu mesmo lugar). Até a minha rigorosa vigília nada de diferente detectou (nem calafrios eu senti).

 

Pensei: “Esses “caras” já estão muito escolados e não se contentam  mais com quinquilharias; portanto: vou mudar o chamariz”.

 

Recolhi tudo o que ofereci no dia anterior e fui direto ao máximo do tecnológico desenvolvido por nós humanos. Vou acondicionar em cima daquela pedra um  micro chip (hoje chamado de “Cartão de Memória”)  magnetizado com um resumo enciclopédico dos feitos da humanidade e, no final daquela gravação, inseri uma mensagem pessoal onde revelo o intuito motivador desta minha obstinada vontade de contatar com “eles”.

 

Desta feita, porém (baseado de novo nos colonos), lembrando que “eles” só agem no silêncio da madrugada, vou camuflar (e atentar) ainda mais a minha espreita noturna.

 

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4.2 – O Suspense:

 

Sumiram com o chip e, em seguida, lá de dentro do túnel me pirilam- pavam com cores que, muito de longe, lembravam o “espectro solar”.

 

Como cheguei à conclusão de que as coisas que pretendo vivenciar só poderiam ocorrer à noite (mais pra madrugada), durante todo aquele segundo dia eu fiquei estirado no rancho. (*- amenizei, assim, antecipadamente, a estafa que me acometerá durante a noite quando eu, de olhos bem abertos, permanecerei atento naquilo que “poderá” acontecer no buraco daquele túnel).

“EU ESTIVE LÁ” – (II)

 

Assim que escureceu, com os meus comparsas (mortos de medo) já entrincheirados no rancho deles eu, desta feita totalmente assumido por fluídos de confiança, isquei, bem na boca do túnel sobre aquela eleita pedra, o diminuto “chip” (*- para que ele fosse visivelmente percebido, acondicionei-o em cima de uma camiseta branca dobrada). E lá fui eu me posicionar no meu dissimulado posto de vigília aonde permaneceria acordado (se nada ocorresse) até a manhã  seguinte. Diz o ditado: “Mente desocupada é uma fábrica de produzir coisas demoníacas”. Pois bem: lá estava eu, isolado na escuridão daquela imensa (e assombrosa) floresta e, só com  os  meus  botões,  matutando  coisas   (das   mais   estapafúrdias)   que   poderiam acontecer se eu  me  deparasse  com  um  “daqueles”; principalmente aquela tormentosa dúvida: “E se “eles” fossem de índole hostil (assim como nós “somos” com a nossa flora e fauna) e também serem possuídos pela sina de “destruidor” e sumissem comigo?” Mas nenhum desses pensamentos  me distanciou do meu querer: “Haja o que houver, e se “eles” realmente existirem; virão até mim e o resultado virará história (ou uma nova lenda?)”.

 

E eu, assim devaneado (*-4.2.1), nem notei que a noite já avançava pela madrugada.

 

De repente; exclamei: “Olha lá!; Olha lá!; Olha lá! O chip está flutuando em direção da entrada do túnel e… como que por encanto: sumiu”.

 

Fiquei arrebatado por todos os indizíveis  sentimentos abstratos; desde o pavor até a euforia e, de olhos bem arregalados, só focando aquele buraco. Mais imediato do que um instante, denotando ser uma mensagem, vi dentro dele piscadelas de luzes alternadamente coloridas com nuanças desconhecidas (assemelhava-se ao nosso maravilhoso “arco- íris”, mas com  cores celestiais).

 

Não acreditei em outra coisa senão que aquele procurado improvável momento realmente chegou e que os pisca-piscados sinais, que eu não conseguia decifrar, só podia ser “eles” me contatando. Portanto, agora, aquela minha paixão (de corajosa ousadia) deverá me fazer testemunhar aquele incrível enfrentamento do desconhecido (até já  me vi vagando por “um outro mundo”  com “aqueles”  invisíveis seres).

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(*-4.2.1) –Cheguei até a rememorar certas experiências surrealistas por mim vividas (descritas no Capítulo 26 do meu livro “EU ESTIVE LÁ”- (I) que a seguir, sucintamente, transcrevo:

 

(Abre Aspas)
Tudo é Energia. Entendo que tudo é energia potencializada e dimensionada e que a fragilidade humana busca o amparo da Energia Maior (Deus) – Dirigente e Controlador do Curso da Natureza e da Vida.  Newton, o pai da Física Moderna, no se referir a Deus como o “Estigma (*) da Fé”,  teorizou assim  :  “Ele é o grande relojoeiro do equilíbrio do sistema estelar, que é um milagre perpetuamente renovado”.
 
(*) – Porção terminal do gineceu (conjunto de órgãos femininos da flor), no qual os órgãos do pólen são retidos e levados à germinação.

“EU ESTIVE LÁ” – (II)

 

A Fé Remove Montanhas
 
Não importa a qual dessas (formalizadas aos milhares)  religiões, crenças, seitas, cultos, doutrinas, tabus, fetiches, etc. a pessoa esteja ligada (Anacronismo, Ufanismo, Zoroastrismo, Monolatria, Monoteísmo, Umbandismo, Misticismo, Espiritismo, Politeísmo,    Panteísmo, e   por  ai  afora).   Ah!   Sem  esquecer  aquelas marginais acobertados  pelo “Pilantrismo”. O fantástico da coisa sagrada é que a crença, energizada pela fé, em qualquer coisa: fenômenos (Sol, Espírito, Karma, Trovão,…); ou divindades: (Jesus, Buda, Santos, Anjos, Maomé,…), é a mais potente antena sintonizadora de Deus inteirada na existência humana. Até o incrédulo ateu põe sua fé na matéria. “Lutaremos sempre por uma compreensão científica do mundo” (Karl Marx).
Se, pelas ondas hertzianas, recebemos o som e a imagem de uma TV (e não se esquecendo do rádio nem do celular), por que razão a energia elétrica continua sendo transmitida através daqueles caríssimos fios de cobre? (Logo a energia que está em tudo e em qualquer lugar).
Todo mundo sabe, mas ignora por interesses egoístas, que esta Super Energia, além de Comandante, é a incansável e persistente provedora e alimentadora dos quatro elementos indispensáveis para a vida terrena (fogo, ar, terra e água) e que o ser humano, tido como racional, teimosamente insiste em destruir. Acho que o amor pela vida está desmilingüido (*). Ainda, dias destes, passei de carro em Cubatão (Baixada Santista/SP). Alardeiam que ela está despoluída. Imagine se não estivesse. E o mais irracional, lá trabalha e mora gente. Eta deus dinheiro! Ele induz seus seguidores a fazerem coisas que até o próprio diabo duvida.   “A ambição desmedida faz até perder a vida.”
 
(*) – A “Vida”, cá no mundano, é um efêmero ser criado para otimizar a contextura ambiental. Sua animação ocorre através de um daqueles inumeráveis corpúsculos evoluídos do peculiar pólen mutante ocasionado pelo Original Sopro Divino. É o único presente igualitário que, de graça, todos recebemos (despojado de qualquer acessório convertível em dinheiro). Então por que, deploravelmente, esta lei maior da coexistência global está a “sobreviver” agonizante? (A vida não é mais acolhida como o magnânimo “ser”. Ela é sofismada pelo ambicioso “ter”).
 
O apelo ao uso de recursos do embuste com que muitos procuram esconder, de forma maquiada e falsa, a própria face, ignora que a ninguém conseguem enganar, a não ser, a si mesmos. Nos quatro julgamentos de avaliação da nossa conduta (instituições temporais, nossos contemporâneos, o tempo e a nossa consciência), nós é que somos o juiz de nós mesmos. Mas, atenção: o tempo e a consciência são implacáveis  (O Remorso é a Imprescritível Punição da Consciência).
 
Dois Contos
1 – O Incêndio
 
No afã de debelar um incêndio em sua floresta, o pequeno colibri (você sabia que o coração do beija-flor bate 120 vezes por minuto e suas asas 80 vezes por segundo) derrubava pingos de água sobre o fogo, transportados pelas suas asinhas molhadas em um riacho da redondeza. Apesar da omissão dos outros animais habitantes daquela mata incendiada, ele persistia conclamando: “Se todos vocês fizessem o mesmo do que eu…”. Um após outro, todos se engajaram, principalmente as manadas de elefantes e, o fogo foi debelado.

“EU ESTIVE LÁ” – (II)

 

2 – O Sol:  Pai da Natureza 
 
              Já naqueles tempos históricos, a natureza era sobrepujada pela avareza. Alexandre Magno, o conquistador do mundo, rendeu-se à sabedoria do grego Diógenes e “encucou” que ele tinha que ser seu “Assessor”. Os vários emissários sempre voltavam  à Macedônia, trazendo como resposta a declinação do Mestre. A prepotente Majestade foi, pessoalmente, até Athenas, para falar com o sábio mal agradecido. Encontrou-o, na maior da humildade, em seu lugar favorito: de cócoras na soleira da porta principal de sua casa, aquecendo-se com o calor do sol. Postando-se, bem a sua frente, propôs o todo poderoso: “O que quiseres te darei – Palácio, Tesouro e Honrarias”, no que Diógenes respondeu, simples, mas contundentemente: “Por que Vossa Majestade vem até mim para tirar-me aquilo que não podeis me dar?” (ele estava obstruindo a passagem dos raios solares). 
 
As Dimensões
 
Afirmam que nós vivemos numa potência tridimensional (comprimento, largura e altura). A quarta seria o tempo. No mundo da energia tudo fica registrado – pensamentos, palavras, atos… É chamada de “antienergia”.

Comprimento – como um trem, só anda para frente e para trás.

Largura         – igual a um navio, anda para frente, para trás e para os lados.

Altura             – tal qual um helicóptero, anda para frente, para trás, para  os lados, para    

                       cima e para baixo.        

A capacidade das pessoas depende da dimensão em que se encontram. Se você estiver na primeira dimensão, pode-se dizer, a título de ilustração, que você se encontra numa rua e só enxerga os carros que trafegam nas duas mãos. Já na segunda dimensão, você está num cruzamento e vê os carros, não só da via principal, mas também da outra e pode calcular que, se um deles não der preferência para o de outra rua, a colisão ocorrerá. Agora, na terceira dimensão, você estará no topo do prédio mais alto e a sua capacidade de prever será bem maior. Nosso corpo, dizem, é 98% energia e os 2% restantes matéria (o corpo propriamente dito), e esta matéria é energia condensada, logo… (tudo é energia).

Foi este “logo…” que fez com que eu me interessasse pelo assunto.

 
A Lógica
 
Eu ainda era aspirante ao ensino escolar quando meu irmão mais velho, um dia, chegou com aquele ar de sabichão, por ter aprendido algo novo na escola. “Landinho (meu apelido familiar), você sabe o que é lógica?” – Não, respondi. Ele, didaticamente, tentou me explicar que é uma seqüência exata de raciocínio e, etc., etc. Continuei não entendendo bulhufas. Foi quando ele apelou para um exemplo: “Olha aqui. O papai botou um aquário aqui em casa porque nós, filhos, gostamos de peixinhos, certo? Então, se o papai tem filhos é porque ele é chegado numa mulher, que é a nossa Mãe, certo? Então, é lógico que ele é machão no duro. Entendeu?” – Hã, agora entendi, foi a minha resposta.
Encontrei, logo depois, o meu primo e, exultante com o meu novo conhecimento, perguntei para ele: “Você sabe o que é lógica?” Não, disse ele. Vou dar um exemplo: “Vocês têm aquário em casa?” Ele respondeu que não. Quando eu disse: “Então é lógico que teu pai é um daqueles -@&%#*- (não é macho)”. Acho que naquele momento eu não me encontrava em dimensão nenhuma. Com o passar do tempo, fui entendendo melhor estas coisas.
 

“EU ESTIVE LÁ” – (II)

 

O Benzimento
 
Quando nasceu o Norberto, um mano temporão, ele veio ao mundo com uma fratura clavicular. Lembro-me  que os médicos da época não tinham disponível uma  tecnologia   para   curá-lo rapidamente.   A Mamãe,   transgredindo  até  o   rigor do resguardo, não titubeou: embrulhou o rebento numa toalha;  pegou o primeiro trem para Corupá e,  levandome de reboque,  bussolou o rumo de Pedra de Amolar, local onde ela se criou e onde ela conhecia uma senhora idosa que fazia benzimentos. Já era noite quando o trem parou na estação. Foram 10 km a pé alumiados pela lua e escoltados por grilos, cigarras e vaga-lumes. A mulher benzeu e o Norberto foi sarando, até ficar bom.
Em Joinville, em certa ocasião, fui afetado por “cobreiro”. Pomada, injeção, nada estancava o avanço da mancha. Levaram-me a uma benzedeira na Estrada Palmeira (Rio Bonito), que fez três orações alternadas e a moléstia sumiu.
 
A Rezadeira
 
Numa das viagens de carro de Brasília para Maceió, paramos em Ituberaba (BA), para abastecer e lanchar. Simpatizei-me com um ajuntamento de pessoas que, silenciosas, estavam adentrando em uma casa. Era uma “rezadeira”. Vamos lá, decidi.  Entrei na cerimônia e, concentrado, me inclui na corrente e viajei. Entrei num facho de luz que vinha de cima para baixo e fui subindo. Havia ramificações neste facho (tipo galhos de uma árvore) que identificavam pessoas já falecidas. Quanto mais eu subia, mais incandescentes eram os fachos, ou seja, mais fortes se afluíam na Luz Maior (o suposto Topo do Infinito). Cheguei a reconhecer algumas pessoas que lá estavam brilhando.
Como o sagrado é inviolável, nós só podemos imaginar o que acontece após a morte com a nossa energia (alma, espírito, razão, etc.). Por isso, cada segmento religioso impõe aos seus seguidores um entender convenientemente ajustado à sua filosofia.
É de conhecimento amplo que tudo o que existe sobre a terra, para poder viver (demonstrado, por exemplo, pela Lei da Física), tem que ser alimentado e bem dosado (Ex: nós criamos e alimentamos o frango). Por outro lado, este mesmo tudo, é o combustível para uma energia mais forte que a dela (o frango é nosso alimento).
 E nós? Sabemos e fazemos uso do combustível que necessitamos, mas na continuidade, somos combustível do quê?Será que todas essas esparsas, mas imantadas energias, num encadeamento por infusão, não afunilam na potência daquela LUZ MAIOR?
 
A Simpatia
 
Em Canafístula, Agreste de Alagoas, apresentaram-me a uma senhora que tirava “mau-olhado” com um galho de árvore cheio de folhas pequenas. O ritual consistia no seguinte: ela, enquanto rezava, passava o galho pelo corpo da pessoa. Se a pessoa estivesse “bem”, não aconteceria nada. Se a pessoa estivesse “estressada”, as folhas murchariam (atrairiam para si a coisa ruim). Comigo as folhas murcharam só um “tiquinho”.
 
A Vidência
 
Em Joinville, em plena adolescência, acompanhei um amigo para conhecer uma pessoa com a qualidade de adivinhar coisas lendo cartas de baralho (tarô). O “paciente” era o meu colega e, enquanto ele era averiguado, eu  ficava   na observação.

“EU ESTIVE LÁ” – (II)

 

Deduzi: “Faz  sentido.As cartas apenas refletem uma visão mediúnica de energia espiritual (profecia) sem, no entanto, canalizar a força dessa energia para interagir com a vida material”.Como fato marcante daquela reunião, lembro-me que, inesperadamente, num momento totalmente aleatório, a cartomante virou-se para mim e, de supetão, me segredou: “Serás formoso!” E, virando-me de imediato as suas costas,  não olhou mais pra mim e nem sequer deu bola à minha saudação de despedida (nunca mais eu soube dela).
As pessoas desse gênero se apoiam, ainda, em outros meios de refletir (búzios, mãos, tarô, hipnose, regressão, etc.).
 
A Mediunidade
 
Estava eu em Brasília, numa antessala de um prédio da Esplanada dos Ministérios, aguardando para ser atendido pelo Senhor Ministro. No momento eu me encontrava assessorando proeminentes autoridades da República.
A conversa deles (governadores, deputados e senadores de várias regiões do nosso Brasil) girava em torno de crendices e suas conseqüências em casos vivenciados por eles. Foi quando um deputado paulista contou a sua experiência em detalhes. Sua esposa se achava enferma e, induzido pelo seu motorista goiano, levou-a até Deuslândia (GO), para ser curada por um cidadão possuído com esse dom tão benigno.
Interessei-me e procurei nos mapas a tal Deuslândia. Não encontrei nada. Nem mesmo meus amigos goianos conheciam tal localidade. Foi quando, num sábado, indo conhecer a cidade de Goiás Velho (antiga capital goiana), num daqueles descuidos, entrei numa estrada que não era a que eu devia ter seguido. Eu ainda não havia percebido o engano quando, de repente, passando por uma “Corruptela” (pequeno povoado agrícola), notei algo diferente (uma pequena multidão aglomerada). Parei e indaguei: “Que lugar é este e o que faz este povo reunido?”  Era Deuslândia e aquelas pessoas estavam aguardando, em ordem de senhas, para conversarem com aquele homem mexericado em gabinetes ministeriais.
Nem pensei duas vezes. Peguei uma senha e aguardamos a nossa vez. Quando entramos, muitas horas depois, confrontei-me com uma pessoa normal, sem nenhum aparato de vidente ou curandeiro e, simplesmente, conversamos. Eu não havia preparado nenhum questionamento, pois o meu único intuito era o de conhecê-lo.
Três colocações dele me deixaram pensativo.
A primeira, quando ele falou da dona Elize (ele disse o nome da Mamãe sem eu falar). A segunda, quando ele me perguntou quem era o Ricardo, que está transmitindo que ele cresceu, está bem e que está me acompanhando com muita alegria. (Ricardo é o meu filho, que morreu pequenino). A terceira, saímos de lá sem entendermos  a mensagem.Ele disse: “Diga às meninas que o Nenê está bem e ele pede para que elas não chorem por ele”. Não conhecíamos nenhum Nenê. Na volta para a estrada certa, toca o celular. Do outro lado era uma das irmãs da minha companheira que, chorando, disse que o filho mais novo dela acabara de falecer em acidente de trânsito. “O meu Nenê morreu…” bradou em prantos a irmã. Foi quando reviveu a lembrança de que a Mãe delas chamava as filhas de minhas meninas.
 
A Psicografia
 
Em psicografia, a minha mediunidade escreveu, na primeira vez, a seguinte mensagem da entidade: “Pergunte-me qual o pedido que preciso te fazer” e em seguida ela afirmou: “A vida é um espaço material que a razão domina”.

“EU ESTIVE LÁ” – (II)

 

A Assombração
 
Pirenópolis (GO), famosa mundialmente pelas “Cavalhadas”, é uma das cidades brasileiras  históricas  e  culturalmente  tombadas como “Patrimônio  Nacional”.
                                         Por  ela   localizar-se  próxima  de  Brasília  (130  Km)

torna-se o nosso destino quando procuramos por um fim de  

semana num ambiente  “Luso-Colonial-de-Garimpo”. Suas

ladeiras   são   rueladas   com   calçamento   de   pedras  de

diversos   tipos   e   tamanhos   e   ladeadas    por   casarões

geminados  nos  formatos  e acabamentos originais. Alguns

identificados  com  “Eira” (os  proprietários  eram de classe

média), outros ostentados com “Eira e Beira” (classe rica) e

“Cavalhadas”               os dos   pobres não tinham  nem  “Eira” e nem  “Beira”,                                                                                 

                                                   Na  atualidade  muitos   destes  casarões  encontram-se transformados em “Suporte Turístico” (restaurantes; lojas; botecos… e, mormente, em pousadas). A estrutura destas construções (esteios, vigas, travessas, sarrafos, tábuas do assoalho…) é de madeira nativa (sobressaindo-se a “Aroeira”) que foi lavrada à mão num vigoroso formato inteiriço (grosso e comprido) e, ajustando a sobriedade dos cômodos do ambiente, encobertados por uma resina discretamente escura. O alicerce é de pedras, as paredes de adobe e o teto  sem forro (o telhado fica arejadamente visível).           
As fachadas coloridas encantam os turistas por sua consentânea beleza artística, assim como os interiores pela sua austera decoração artesanal.
Cada imóvel daqueles tem a sua própria história, mas todas elas se completam no mesmo sobrenatural (a presença intimidante de abomináveis almas do outro mundo).
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Num fim de semana desses, antes do repouso noturno, fechei tudo com muito cuidado, principalmente o janelão do quarto que, por fora, era uma robusta veneziana entrilhada verticalmente e trancada com ferrolho e, por dentro, duas bandas de espessas tábuas fixas com dobradiças e trancadas por uma frágil tramela. No meio da madrugada, fomos abruptamente acordados por um estrondo de ruído “urucubático” que, escancarando a tramela, arrombou as duas tábuas internas (aquele espírito perdido do seu descanso só                                 

“EU ESTIVE LÁ” – (II)

 

conseguiu entrar pelas gretas da veneziana). E o mais assustador: a energia elétrica sumiu do nosso apartamento (a escuridão tornou tudo invisível).
          Atônitos, a reação. Ela, fazendo da cama um sarcófago egípcio, virou um cadáver faraónico embalsamado vivo. Atolou o rosto no travesseiro, enrolou-se dos pés à cabeça com os cobertores e lençóis e ficou convulsionando uma tremedeira de dar dó. Imagine os sucessivos pesadelos que povoaram a mente dela naquele momento. Enquanto eu, sorrateiramente e só pelo apalpo, engatinhei até o alçapão vertical barulhento. Voltei a só fechá-lo (a tramela tinha sido detonada). Retornando, em seguida, mais calmo, mas ainda calafriado, para o leito.  Procurando acalmar a “múmia” (ela), disse-lhe: “Pronto, o fantasma intruso já se foi, agora você já pode se desembrulhar”. Ledo e pueril equívoco: a “coisa” havia era entrado e agora, tetricamente, vagando pelo recinto, estava querendo era sair.
Não tão logo, a mesma janela de madeira, num repetido rangido aterrorizante, de novo, abriu-se e as frestas da veneziana (pelo escape da assombração) provocaram um zumbido semelhante a um objeto em estado despressurizante afastando-se em alta velocidade (lembrou-me uma bexiga cheia de ar, ao léu, desinflando). Com o cessar daquelas vibrações, a luz elétrica retornou e nós, mesmo estando ainda no embalo da fantasmagórica algazarra fabricada por aquele aterrorizador visitante, procuramos voltar a adormecer. Desta feita, porém, precavidos (deixamos todas as lâmpadas acesas e de olho na janela).
Hoje, pelo nosso já acostumado aconchegamento com o intrometido do além, convivemos numa boa (dormimos até com aquele janelão aberto para deixá-lo bem à vontade).
 
Uma Experiência Pessoal Muito Forte de Um Caso Místico
 
No meu tempo, a memória principal do computador era bastante limitada. Por isso, os arquivos tinham que estar armazenados em memórias auxiliares (fitas ou discos magnéticos removíveis), que eram gravados e lidos por cabeçotes  milimetricamente ajustados. A diferença do disco de computador para o disco de radiola é que, neste, os sons são gravados numa ranhura espiralada fixa, lidos eletricamente com o auxílio de uma agulha apoiada naquele entalhe giratório. No disco do computador, as trilhas, onde são gravados os dados, representam apenas um endereço. Elas são cilíndricas, quer dizer, elas se fecham a cada volta.
Estas trilhas não são, teoricamente, fixas. O disco todo é um magneto só e é o cabeçote de gravação (que é o mesmo para a leitura) que determina o local físico de cada trilha. Na prática, todos os computadores do mundo estão ajustados para gravarem no mesmíssimo lugar, caso contrário, a incompatibilidade impossibilitaria qualquer intercâmbio de arquivos magnéticos.
Numa operação de gravação, no meio do processamento, o cabeçote daquela unidade se desajustou (era impossível, mas aconteceu). Resultado desta anomalia: uma parte do arquivo estava gravada na posição certa e a outra estava deslocada. Terminada a operação, descobriu-se o problema.
O engenheiro de manutenção recolocou o cabeçote no lugar certo, impossibilitando acessarem-se os dados do arquivo anterior (que foram gravados deslocadamente). Foi esta situação que me convenceu de que o ser humano é capaz de tudo  fazer (o impossível até fazemos rapidinho, mas milagre sempre demora um pouco).
Apaguei as luzes da sala. E, isolados (só  o computador e eu)  protegidos apenas pelo silêncio absoluto da escuridão da madrugada,  via-se apenas o piscar codificado das

“EU ESTIVE LÁ” – (II)

 

luzinhas coloridas do painel de controle, respondendo “não consigo” ao meu comando de “leia o arquivo “X” do disco”,  programado para ser repetido, ilimitadamente, após cada busca sem êxito.
Foi então que, numa concentração espiritual absoluta, procurei, a cada aventura inútil, com mais força, a energização da Dimensão Maior. Não me lembro depois de quantas tentativas ele aquiesceu e as luzinhas informaram que o “looping” acabou e o arquivo foi lido e recuperado.
(Fecha Aspas)
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-MENSAGEM  ESCULPIDA NUM  GRANITO  DO “MONTE CRISTA”-

O TRAÇADO DO CAMINHO “DELES”? OU O MAPA DO TÚNEL COM A DATA DE SUA VALIDAÇÃO ? (“20 8 1039” DE CIMA PRA BAIXO NA PIRÃMIDE ENLASCADA)

 

 

 

“EU ESTIVE LÁ” – (II)

 

4.3 – A Aproximação

 

O relógio marcava, em ponto, duas horas da madrugada quando, “espiritualizado”, (o meu corpo ficou “dormindo” no rancho) vaguei em direção do túnel. Lá chegando, de supetão: as codificadas  luzes se apagaram; e eu fui açambarcado, de novo, por aquela sensação estranha de ser (agora na real) um despojado material. Só que desta feita o negócio foi muito mais surpreendente: Eu não me sentia (nem raciocinava) mais como “gente”. Eu sentia, apenas, que os meus cinco sentidos  eram, através do  meu pessoal semblante  (agora configurado no radioso plano do etéreo); irradiados pela minha isolada alma.
 

Sem eu “os” ver  (só por transmissão telepática.)

 

Em pensamento, como se fosse por telepatia (que imaginamos conhecer), comecei a sensibilizar mensagens (já na certeza que eram “deles”) que a princípio não me eram decodificáveis (elas me vinham energizadas numa ciclagem muito acelerada), porém, pela minha indiferença (nós raciocinamos mais devagar), este descompasso de sintonização logo foi corregido porquanto, a freqüência dos impulsos que eu recebia foi diminuída e ajustada para a minha compreensão. E assim, com este detalhe adequado, começamos a nos entender.

 

4.3.1 –  Fora do túnel

 

Como nesta exteriorizada região do mundo “deles”, conforme, de saída,  me transmi- tiram, eu fui o único ser vivente de todos os tempos que os procurou com convicção; além de já estarem, há muito tempo, tentando esta intermediação (corroborada por aquele seu transvestido espécime que, num só suspense, protagonizará a história que vou relatar na Quinta Parte deste livro), decidiram me averiguar mais de perto.

 

Depois  de   apaziguada  a  desconfiança  “deles”  para comigo  (identifiquei-me  melhor  e  detalhei o meu  pacífico  desejo de  saber  mais sobre “eles”), acabei recebendo o beneplácito “deles” para “encandecer”, neste meu floreado romance, mais ainda este eletrizante misticismo que “os” envolve.

 

E assim, deixando o meu corpo desespiritualizado dormindo no rancho (prevalecendo, dali pra frente, só o que nós conhecemos por “sonho”), promoveram-me à celestial escala da “transdimensional” energia “deles” (onde não existe “tempo”, “velocidade” e “espaço”),ou seja, passei de “trifásico” (corrente alternada: positivo=espirito; negativo=matéria e condutibilidade=aterramento) para o “monofásico” (corrente contínua: só energia), sem, no entanto, desfigurar a minha característica índole.

 

Então, levitadamente, introduziram-me no túnel (a transposição daquele portal separador do nosso para o mundo matriz “deles” foi uma sensação indescritível), todavia,uma vez lá dentro, senti-me um “deles” e tudo, naturalmente, eu assumi.

“EU ESTIVE LÁ” – (II)

 

4.3.2 – Interação Dentro do Túnel

 

Uma vez dentro dele, fui recepcionado com esta introdução:

“Você, agora, “está” como um dos nossos (*- segundo perpetuado pelo nosso filosofo Plutarco “Estar” é: “Ausentado da soberba Ter  e somente Ser”). Assim, e para que haja uma entendível conexão entre nós, vamos apenas lhe insinuar, em genéricas doses, somente o que você é capaz de assimilar sobre nós, pois, nem em     invisíveis (*) vocês ainda não sabem se tornar”.

 

(*- Vasaram: “Vocês já conseguiram ultrapassar a velocidade do Som,  mas só quando souberem ser mais rápidos que a velocidade da Luz (abissalmente maior do que a do Som)  é que se tornarão invisíveis”. E arrebataram: “Quanto mais acima da Luz, ou do Som, esta velocidade for, mais tempo o fenômeno levará para ser visto, ou ouvido por vocês”).

 

4.3.2.1- Associando o que eu já sabia:

 

(a)   – O Notório

 

“Eles” vivem no “transdimensional” (o Infinito é a “sua” casa), ao passo que nós,        “tri dimensionados” (a quarta -o tempo- nós é disponibilizada, mas subestimamo-la, pois só a vislumbramos como um cronometrado horário na data de um calendário):

 
 

“VIEMOS TODOS DAS ESTRELAS E

VOLTAREMOS PARA ELAS”.

LOGO

“TEMOS A MESMA IDADE DO UNIVERSO E

SOMOS TÃO ETERNOS QUANTO ELE”.

 

 
                                                      Portanto
 

“VIVER E MORRER SÃO APENAS DOIS

PÓLOS DE UM MESMO ESPAÇO DE TEMPO”.

POR ISSO

“NÃO MORREMOS. HERDAMOS A VIDA E

PASSAMOS O DNA PARA OS NOSSOS FILHOS”.

 

 (Simplificando:enquanto nós estivermos  vivendo aqui neste tempo e neste espaço, não podemos, assim como “eles”, ao mesmo tempo e sob qualquer forma; estar celestialmente em qualquer lugar  fazendo  qualquer  coisa).

 

“EU ESTIVE LÁ” – (II)

 

     (b) – O Sensível  (Cap. 30 do meu Livro “EU ESTIVE LÁ”  (I)

 

“..O conhecimento humano atual afirma, categoricamente, que tudo fica gravado. As imagens e os sons, em forma de luz, ficam zanzando por aí neste espaço celeste numa velocidade de 300 mil km por (ou miais?)segundos (a maior velocidade conhecida) e, num tempo em que ainda haverá de vir, um novo iluminado desenvolverá uma espécie de TV que captará tudo isto. Será uma enciclopédia, universalmente completa. Sem assombro: será ao vivo e a cores.
Então (restrito à minha dimensional lógica): “Como é que eu vou poder sintonizar e captar algum programa que ainda não foi gerado?” Agora, a viagem ao passado, eu já posso acreditar que vá acontecer. É só se descobrir um deslocamento maior que o da velocidade da luz. Pressinto, ademais, que naquela ocasião, a história poderá sofrer adulterações. Não no fato em si, mas nas imagens fotografadas pelo tempo e disponíveis no arquivo do infinito.
Todavia, eu não sou radical neste meu entendimento. É quando entra o filósofo grego  (Platão) que, já tendoEstado Lá” acima da nossa conhecida 3-D (onde: “Qualquer tempo no tempo ocorre ao mesmo tempo”) (*-3), descreveu o nosso mundo como sendo, tão somente, uma projeção de: “Sombras  na Caverna”: “Por uma fresta na divisória do além, perpassam (refletidas pela “Chefia Energética”) os reflexos do  dinâmico e eternizado “tempo” real do sidéreo que, significados em forma de sombras, projetam-se nas paredes da escura, e quase inóspita, caverna aonde nós nos encontramos”.
Sabemos que o Sol (o nosso Astro Rei) é uma dos “bilhões” de estrelas da Via Láctea (nossa Galáxia) e que existem outros “bilhões” de Galáxias no Universo. Só não sabemos (ainda) quantos Universos existem (devem ser, também, “bilhões”) e como poderemos chamar este conjunto de Universos e assim por diante. A luz do nosso Sol leva oito minutos para chegar à Terra (150 milhões de Km) e do Sol mais próximo do nosso, Centauri, leva quatro anos. Algo me diz que a Parapsicologia, no avançar de seus estudos sobre o oculto, se alinhará à Física e, juntas, ao desenvolverem a Telepatia, enunciarão a Premonição. Comparo a Premonição com o jogo de Xadrez. Cada lance abre inúmeras possibilidades de reações. Matematicamente, você poderá antever o resultado de cada reação (elas são finitas). Mas é impossível hoje, nem com o auxilio do mais poderoso computador, conseguir avaliar todas (o homem ainda não sabe programá-lo para tal). Tudo isto é minha estonteante visão do futuro lendo o legado de pessoas como Einstein, Newton, Júlio Werne, Galileu Galilei, Copérnico, Kepler, e outros do gênero. Atrevo-me a enxergar o nosso planeta de hoje como um afavalado ninho  de uma  tradicional e harmoniosa colmeia de abelhas sendo “consumido” por um sauval devorador. É o próprio homem depois de tido como civilizado  (marginalizando as regras de sua essência), “explorando” (tudo e todos) ao invés de “convivendo”.
 
(*-3)  Einstein, com sua “Teoria da Relatividade”, exemplifica isto assim: Imagine (finja) que você está um Astronauta sendo lançado (a velocidade da luz) ao espaço. Detalhes: 1º- A terra está imaginada como sendo um grande relógio (visto de qualquer canto do espaço) e marcando 12 horas (hora que você está sendo lançado); 2º- Depois de uma hora de viagem você olha pra terra (o relógio) e qual é a hora que você vê  marcado nele? Claro! As mesmas 12 horas da partida (você está se deslocando na mesma velocidade (da luz) dele). Até ai tá fácil de entender. Não é verdade? Pronto, então vamos  paralelar isto com o 4-D (o dinamismo do estático tempo) descrito por Platão. É fácil. Veja: Para você, viajando a velocidade da luz, o tempo parou.Agora, se você andar mais rápido do que as imagens (velocidade da l.uz), você vai ver o que já aconteceu (quanto mais acelerado, mais você volta no passado). Por outro lado, se você acelerar de ré (para trás da velocidade da luz), a lógica é de que deveríamos ver o que ainda vai acontecer …

“EU ESTIVE LÁ” – (II)

 

4.3.2.2- Com o que “eles” me insinuaram (traduzido, pela minha dedução, à nomenclatura da Bíblia): 

 

     1- O  “INFINITO”, que é a “Casa” “Deles”, é  o “TUDO” (DEUS);
     2- O  “ELES”  são  os  IRRADIADORES   da  Potência  do “TUDO” (ANJOS)  e
     3-O “NÓS” somos as ambíguas “CRIATURAS” do “TUDO” (um corpo concebido com o “ESPÍRITO SANTO”). Algumas criaturas, chamadas de “Iluminados”, são humanizadas com potência (FÉ) acima do normal (SANTOS/PROFETAS/APÓSTOLOS). Quanto maior for esta potência, mais incríveis coisas boas eles fazem (MILAGRES).      Por outro lado, nos desumanizados, só se manifesta a selvageria bestial (PECADO).       

 

4.3.2.3- O que eu consegui deduzir; foi isto:

 

a)     “Eles” humanizaram, aqui na terra, uma raça (conhecida e admirada como “ATLANTAS”) potencializada numa dimensão superior as três (comprimento, largura e altura) disponíveis neste planeta. Aquela civilização foi catastroficamente submersa (relatado por Platão). Mas aconteceu o seguinte: pelos seus diferenciados poderes, alguns mais sabidos, através das “estradas subterrâneas”, foram (ainda tutelados por “eles”), se desenvolver na costa Leste do Pacífico (Continente  Americano), onde se tornaram conhecidos e admirados como  “ASTÉCAS” (Incas e Maias). “O que aconteceu com estes, todo mundo sabe, pois a História da disseminadora colonização Luso-Espanhola é recente” (mas, os mais sabidos, de novo subterraneamente, refugiaram-se, agora, na costa Leste do Atlântico).
 
b)     No enfoque da maioria dos historiadores. “Os Incas construíram o estratégico “Caminho do Peabiru” (ligação ramificada do Oceano Pacífico com o Atlântico), para ser apenas  uma via de intercâmbio de produtos”. E, para esse fim, implantaram um sistema de logística, tão rápido e eficiente que, (como exemplo: aplicada na construção da “Grande Muralha da China” e também nas rotas das “Diligências do Velho Oeste Americano”), até inspirou os desportistas a praticarem a tal “Corrida do Bastão”. Consistia no seguinte: a cada distância determinada, havia um posto de troca dos transportadores cansados por descansados.
 
c)     Porém, a destinação principal desta “estrada de superfície” (realmente construída pelos Incas e também para ser usada como via de transporte) era: 1- a de interligar os dois túneis de interseção do “seu” mundo interior com o exterior: O de Cuzco no Peru (guarnecido pela sua isolada inacessibilidade e blindado por sua intrincada edificação; com o de Garuva no Brasil (encastelado entre o “Castelo dos Bugres” e do “Monte Crista” e fortificado pelo “Morro Pelado”); e  2- para que os seus intercalados postos servissem (precipuamente) de observatórios do que ocorre aqui fora.
 
d)     O sítio abrigador deste complexo aqui de Garuva (como também ocorre em Cuzco), pelo agressivo avanço do rolo compressor da modernidade, está sendo desfigurado em sua natureza. E, por isso, na  desesperada intenção “deles” de preservá-lo, como alerta, é que estão encenando todos àqueles meteorológicos fenômenos tão temidos pelo meu ex-chacreiro Willy Bilau.

 “EU ESTIVE LÁ” – (II)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

QUINTA PARTE

 

 

5 – UMA INCRÍVEL MISSÃO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

“EU ESTIVE LÁ” – (II)

5 – A História

 

     

Este  episódio  é  dedicado, aliviando o meu reprimido agradecimento, à

“Minha Primeira Professora” (e, por extensão, a todos os Mestres deste País).

 

As repetidas citações do seu nome no enfeite desta aventura é o duto que utilizei para  extravasar este, meu permanente incentivador, reconhecimento para esta, notavelmente honrada, Professora “Dona Adi” -Adi da Silveira Murara- (*-com certeza: adicionando os mesmos fluidos da gratidão de tantos outros “letrados” (filhos de colono como eu, ou não) no Grupo Escolar Conselheiro Mafra; vão enxurrar este duto). Aquela veneranda Mestra, na época do centenário de Joinville, foi, por muitos anos, a abalizadora de todas aquelas crianças que, apenas arranhando a língua portuguesa e ainda acreditando na “Cegonha” e no “Papai Noel”, debutavam a sua idade escolar, entrando pela porta de seu “Primeiro Ano”.  

 

Professamos: Pelos fundamentos da “Dona Adi”; hoje todos nós somos; “Vencedores!”.

 

 

O Alvo

 

 

Um “aborígine” que, com todos os seus extra-sensoriais  poderes, foi biotipicamente humanizado para, numa missão pacífica junto à população de Joinville do ano do centenário da cidade (1951), dimensionar uma possível interação entre as duas extremantes culturas. Todavia, o danado, desconectando a sua potencialização com a central não deu mais retorno. Sabe-se apenas que “ele”, ao se amancebar com uma donzela, gostou tanto que resolveu ficar por lá como professor de História no Grupo Escolar Conselheiro Mafra.

 

 

O Resgate

 

 

Com prazo delimitado em três dias (“carregado” com os mesmos poderes das “crias” “deles”),  transladaram-me para aquele tempo (com o perfil e figurino de um “quarentão” da época) com a incumbência  de convencer aquele ingrato desertor a voltar (com a proibição expressa de nada mais trazer de lá).  Para identificá-lo, segredaram-me uma secreta senha que só é utilizada entre “eles”. Ao lá chegar, não foi nada difícil achá-lo, pois sua postura, visivelmente se enquadrava  no senhado “deles”. Quando então,  perpassando por inesperados lances de suspense, desenvolvi o meu trabalho de repatriamento.

 

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“EU ESTIVE LÁ” – (II)

 

5.1 -PRIMEIRO DIA

 

5.1.1 – A Chegada em Joinville

 

Camuflado como um experiente professor, eu cheguei de trem e hospedei-me numa pensão nas imediações da estação ferroviária.

 

Para que não se despertasse qualquer desconfiança sobre a origem da minha pessoa, “desembarcaram-me” em Joinville na Estação Ferroviária no meio de um empurra-empurra (entra e sai) dum trem que acabara de chegar de São Francisco trazendo mais alguns imigrantes (vindos da Alemanha num navio que atracou naquele porto).

 

Fui como um brasileiro transformado num intelectual bilíngue (alemão/português) disponibilizado pelo Ministério da Educação.  A  minha “arrumada” missão era a de auxiliar (via simpósios com os professores) no auditório do Grupo Escolar Conselheiro Mafra (local do meu secreto trabalho), na interação dos estudantes (na maioria filhos de colonos alemães ainda “catutos” -enraizados em suas origens-) ao método de ensino nacionalista imposto (consequência da guerra) pelo Presidente Getúlio Vargas.

 

E com o bolso cheio de “Cruzeiros” (moeda da época), lá fui eu carregando debaixo do braço aquela mala sem alça (parecendo um caixote) com as minhas coisas pessoais dentro, rumo à “Pensão do Silva” (meu esconderijo) localizada no outro lado da “Rua da Estação”.

 

O hospedeiro (de cara tornou-se “meu amigo”) um cidadão sabido e falador, que, com a simpatia dos seus 150 quilos de obesidade, compensava o desconforto que o albergue oferecia. Mas, justiça se faça, a casa  era limpa e oferecia uma prestação de serviços completa. Além do dormitório; possuía um  ambiente multiutilitário que servia de: Sala de Café dos hóspedes;  Boteco pros “pés inchados”; Restaurante para os viajantes; “Bilhar” e “Sinuca” para os aficionados no taco e “Pife-pafe”, “Buraco” e “Pôquer” para os chegados num carteado.

 

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5.1.2 – O Encaminhamento da Missão

 

A minha apresentação no Grupo Conselheiro Mafra.

 

No mesmo dia fui ao Grupo e apresentei-me à Dona Alpaídes (sua diretora) e, sem perda de tempo, ali mesmo no gabinete,  iniciei a estratégica operação do meu confidencial trabalho.

 

Fiquei sabendo que no estabelecimento só existia um professor de história, portanto: só podia ser o meu alvo  (anteciparam-me o nome, idade, endereço, carga horária… enfim; o fichário completo dele). Nisso a Da. Alpaídes, complementando de que esse professor

“EU ESTIVE LÁ” – (II)

 

é um tanto “avançado”, quer dizer: “vive num outro mundo”, perguntou se eu não queria vê-lo agora, pois ele está em sala de aula. “Claro que quero”, respondi. Então ela, ao se dirigir até a sala dele, ainda me perguntou: “A quem devo anunciar?”. Respondi: “Diga que é um colega de origem”.

 

Ao ela retornar, desculpou-se (de cara, o prenúncio da retração dele): “O dito cujo está aplicando uma “sabatina” e que, por isso, não poderia me atender hoje”. Como para a manhã do dia seguinte já estava marcada uma reunião para o meu trabalho secundário, nem insisti, pois o tempo já se mostrava a meu favor.

 

Aproveitei o resto da tarde para “Matar Saudades”. Percorri aquele, ainda pequeno, miolo da cidade (Rua do Príncipe, XV de Novembro e Nove de Março) e revi os casarões que me marcaram (tipo as hoje ainda existentes: Na Rua do Príncipe: Loja Richlin e Nova Casa Sofia; na Rua Nove de Março: Açougue Zimath e Comercial Alfredinho Boehm; e na Rua XV de Novembro a Harmonia Lyra) e me extasiei  com a agitação da trabalheira  que o embelezamento da cidade  para a grande festa do seu “Centenário” fazia.

 

 

Capítulo 30 do meu livro “EU ESTIVE LÁ” -De Joinville…-

 

“…
 

No centenário de Joinville (1951) (*), no Palácio dos Esportes, foi feita uma grande feira. Lembro-me das duas grandes garrafas de cerveja nos fundos, construídas pelo Sr. Willy Reichert (falecido padrasto do meu amigo Mário Karsten)…

 

(*) – 9 de março de 1951. Eu estava com 8 anos (2º ano do primário). Consigo me lembrar de todos os eventos de que participei (tudo foi marcante para mim). Do desfile de bicicletas de diferentes tipos e tamanhos e todas enfeitadas. Dos carros alegóricos sendo puxados pela Barca Colón (a “trazedora” dos primeiros imigrantes -dentre eles os meus ancestrais-), realçada pelo casal dos príncipes que, galhardamente trajados e em pé, estavam posados na proa da replicada embarcação sobre rodas. Daquela grande coroa sobre a Rua do Príncipe, bem onde hoje está o Edifício Manchester; da Exposição Agro-Pecuária no início da Rua Da. Francisca.

 

Eu, depois desse andar todo, cansado, fui me recolher no meu estelar hotel. Qual não foi a minha surpresada alegria ao lá ver o bonachão do Seo Silva me aguardando com a mesa posta para o jantar? (Me alimentei; banhei-me e; dormi!).

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 “EU ESTIVE LÁ” – (II)

 

  5.2 – SEGUNDO DIA

 

5.2.1 – A Cúmplice

 

O frenesi do meu reencontro com a Da. Adi (minha primeira professora) e comigo mesmo  no Grupo Escolar Conselheiro Mafra (ao procurar o “indígena” fujão). Eu, na época, tinha oito anos de idade, pois no ano de 1951 eu me encontrava lá cursando o segundo ano do primário (os meus irmãos Aroldo e Raulino também lá estavam cursando, respectivamente, o segundo e o primeiro “Complementar”).

 

Durante aquela primeira “reunião” notei que uma determinada professora (depois identificada como “Dona Adi” -Adi da Silveira Murara-. Aquela que foi, em 1950, a minha primeira professora) estava me olhando com ares de desconfiada.

 

Não deu outra. Mal a palestra acabou: lá veio ela direto a mim. “O Senhor não me é estranho. Por acaso fostes um dos meus muitos alunos?”. Ai, sorrindo, eu lhe confirmei: “Sim, com muita honra e impagável gratidão fui seu discente para tornar-me neste seu mais ardente admirador”.  Com um filete de lágrima escorrendo pela sua face e sob emoção ela disse: “De tanto elogio que eu recebo, nunca imaginei que um dia eu fosse me sensibilizar por isso, mas… (emocionada, ela começou a vacilar e encerrou só balbuciando o)  -Obrigada”.

 

Ela, pelas mãos, arrastou-me até a sua sala, porquanto, agora atiçada pela afetividade, quis saber mais a meu respeito. Contei-lhe a verdade: “Sempre trabalhando, nunca deixei de estudar…” E, com muitos eteceteras, resumi (sempre procurando não me delatar) os meus feitos que, graças aos ensinamentos dela no meu primeiro ano primário, foram facilitados. Mas ela, sempre mais desconfiada, voltava a insistir, no que ela sentia, de que eu estava escondendo alguma coisa e…  nesse momento, por um oportuno horário fui salvo pela sineta da servente, Dona Conceição, anunciando a festejada hora do recreio.

 

Dirigimo-nos até a porta para vermos a algazarra dos alunos saindo de suas respectivas salas e, pelo corredor, chispando em direção da cozinha para tomarem aquela sopa (servida em canecas esmaltadas) que era a “merenda” da época. Nisso, um alemãozinho do segundo ano, atropelado propositalmente por um grandalhão, foi lançado direto nos meus braços. Enquanto eu o amparava a Da. Adi me dizia que esse peralta foi o seu queridinho no ano passado e que ele se chamava Orlando Frederico Rosskamp. A inquietação me açambarcou (e o que me deixou muito preocupado: A Da. Adi percebeu: E se ela já andava meio encafifada comigo, agora, depois dos lances desse encontrão comigo mesmo, ela deve ter entrado em expectativa total).

 

O “eu infantil” ainda nos meus braços olhou pra cima e me perguntou:

 

– “O Senhor não é aquele sabichão que veio dar aulas para as nossas professoras?”.

– “Em termos”. Foi o que eu consegui minimizar.

“EU ESTIVE LÁ” – (II)

 

–  Então  “ele”,  dirigindo-se  para   a  Da. Adi, afirmou: “Puxa vida, eu vou me esforçar

para que  quando eu for crescido; ser sabido igual a ele”.

–  E,  olhando-me  de  novo,  questionou:  “Mas  deve  ser  muito  complicado para um

coloninho como eu chegar até lá. O Senhor não acha?”.

– Olhando fundo naqueles verde-azulados olhinhos, “lhe” garanti: “Você vai chegar lá”.

 

Nisso a Da. Adi, ligada na minha emoção, e percebendo que o imprevisto ia emotivamente fundo demais, resolveu parar o papo por ai, e ordenou ao vitimado: “Vá correndo para a cozinha, senão você vai ficar sem a tua sopa”.

 

Voltando para a sala e, sentando-nos em volta de sua escrivaninha, a Da. Adi continuou no seu interrogatório: “Bom já que o senhor foi meu aluno, vamos ver se eu me lembro de você. Que ano foi mesmo que você fez o primeiro ano?” Mais do que rápido e sem nem ter que pensar, pois a resposta estava na ponta da língua: “Foi nos idos de 1950”.

 

Ela faiscou os seus olhos bem fundo nos meus e lascou: “Eu sabia que tinha alguma coisa oculta em você! De duas, uma: ou você é um sujeito totalmente amalucado, ou  você é de outro tempo, pois 1950 foi o ano passado e a tua idade, que aparenta ser mais de quarenta anos, não lhe permite ter sido meu aluno porque só faz dez anos que eu  leciono”. Claro que eu fiquei emperrado. Então, ao eu vasculhar a minha pasta de mão a procura daqueles falsos documentos que  foram preparados para o meu embuste (queria mostra-los), derrubei no chão, capa pra cima, o livro “EU ESTIVE LÁ (I)” que lancei em 2007.  Quando ela, numa só visolhada, leu o título e o nome do autor… (nunca saberei descrever a reação dela).

 

Depois, um pouco mais assossegada, mas ainda totalmente incrédula, precedendo (em muito) aquele famoso dialogo no reencontro dos dois protagonistas no filme “Em Lugar do Passado”, a Da. Adi, apontando para a foto do livro, só perguntou:   “É VOCÊ?, no que eu respondi: “SIM, SOU EU”. Depois de ter, preventivamente resumido, relatado o motivo da minha peripécia, ela, totalmente assumida e, sob jura de segredo total, prometeu me ajudar. (Pronto, pensei, “Arrumei uma cúmplice de primeira hora”.)

 

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5.2.2 – A Emoção de um Reencontro Familiar

 

Ajeitado extrinsecamente pela Da. Adi fui ter com toda minha família.

 

Ciente de queo meu tempo era exíguo, e como o meu procurado só dará aula à tarde, ela decidiu que o resto daquela manhã, continuando o acontecido na escola, seria dedicado à minha origem. “Espere-me aqui que logo estarei de volta”, ordenou ela. E, em seguida, dizendo que a nossa extrema confiança tem que ser recíproca, foi ter com a

professora do segundo ano. O que ela foi tratar com aquela eu só fiquei sabendo depois com ela já retornada e no fim daquele recreio.

 

“EU ESTIVE LÁ” – (II)

 

Com os alunos já sentadinhos e aguardando o reinício das aulas, aparece na porta àquela dita professora do segundo ano com o “eu infantil” segurado pela mão e, entregando-o à Da. Adi, disse: “Atendendo ao seu pedido; aqui está o teu queridinho  dispensado pelo resto da aula de hoje”, retornando, de imediato, para a sua classe.

 

Com uma inventiva e convincente história, a Da. Adi, pintando-me como de total confiança, induziu o “pequeno” a deixar-me acompanha-lo até a sua casa. Já no caminho, fomos conversando sobre coisas corriqueiras que aconteceram naquela época, principalmente da alegria que “ele”  sente  em  viver  num  lugar  tão  bom  junto  com  uma  família tão  querida. “Mas”, desabafou ele: “Como nem todas as  flores  são  perfumadas, diariamente enfrento na escola uma agressão tão difamante que, de vergonha, nem ouso contá-la para os meus pais”.

 

– “O que acontece?” Perguntei.

–   Respondeu ele: “Sabe, aquele rapaz  gorducho do quarto ano que me empurrou para

cima  de  você,  só  por  eu  ser  assim  tão  simplório,  escolheu-me  para  ser  o  seu

saco de pancadas e todo  dia  é a mesma coisa: cascudos, petelecos, ponta pés, chutes

no trazeiro… e por ai vai. Eu nem sei mais o que fazer”.

– “Olha”, disse-lhe  eu:  “Confie em mim que, juntos, nós vamos achar um  jeito de

acabar com isso. Tá?”.

 

Exalando aquele perfume gostoso das flores de jasmim (abundantes nos terrenos baldios), andamos por aquelas  ruas não calçadas.  Passamos pelo Batalhão, Comercial Schmidt, Cemitério e Campo do Bonsucesso. Quando, finalmente, chegamos ao bambuzal (quantas gaiolas, caniços, pandorgas e klaps eu fiz com a taquara dele) indicativo da entrada à (herança deixada pelos meus ancestrais imigrantes) colônia do Seo Frederico Emilio Rosskamp. Ali;  condicionei-me: “Vou ficar firme e forte na minha razão. Senão… (sei lá!)”.

Devia ser pelas onze horas quando chegamos. Deparei-me com a família inteira no estábulo ritualizando a rotineira ordenha do meio dia. Enquanto o “Temporão” (ainda criança), como entretenimento, sevava os pintinhos; o Papai limpava a estrebaria; a Mamãe botava ração nos cochos e os dois mais velhos incrementavam a “Heksel Machine”  (picadora de trato) num combinado revezamento nas duas tarefas braçais (simultâneas e de esforço oposto)  exigidas por aquela “máquina”: 1- enfiar o capim pela canaleta trazeira e; 2- manivelar a enorme roda frontal forçando as suas duas afiadas grandes foices (com o aduelado gume invertido) para picá-lo.

 

Ao nos ver, a Mamães exclamou: “Landinho o que fazem em casa tão cedo?”. Ai “ele”, apontando pra mim, explicou: “Esta autoridade do Ministério da Educação,  chamada  de “Professor Melhoria”, vinda diretamente da capital brasileira para explicar às professoras da nossa escola as mudanças que ocorreram no ensino primário; cismou de conhecer um ambiente rural como o nosso”. E, justificando, arrematou: “Como ele é muito chegado à Dona Adi, (como se fosse um de seus ex-alunos), pediu a ela para que eu fosse dispensado a fim de trazê-lo à nossa familiar colônia”.

“EU ESTIVE LÁ” – (II)

 

“Coração de Mãe não se Engana”

 

Ai a Mamãe, num indecifrável (para os outros) conflito maternal  (consequência da “euforia” que a Sinergética Aura do nosso Umbilical Karma nos proporcionou), aproximou-se de nós. E quando, naquele olho no olho, as nossas mãos se grudaram para o social cumprimento, senti que o sexto sentido dela começou a fervilhar.  Visivelmente desconfiada (penetrante no olhar e firme no aperto de mão), mas, mantendo-se controlada e fingindo naturalidade, declamou aquela corriqueira estrofe:

 

Com estima, seja bem vindo. Eu me chamo Elize (sou neta de imigrantes alemães vindos do cantão  da “Pomerânia”). O meu marido é o Frederico  (é também neto de alemães, mas originários da região de “Oldenburg”. Os avós dele foram os fundadores de Joinville, pois, em 9 de março de 1851 eles se fincaram nestas terras ao desembarcarem do navio de nome  “COLON”). Os  dois na máquina, Aroldo e Raulino, são os irmãos mais velhos do teu amigo Orlando. E aquele ingênuo que está conversando com os pintinhos é o “caçula” Norberto. (*- Imagine o  arrocho que passei para sublimar a minha  afetividade   durante “o fazer de conta” que tudo isto não me era familiar).

 

Enquanto eles continuavam em suas tarefas fui, ciceroneado “comigo”, rever aquele saudoso ambiente: o riacho; o campinho de futebol; o pasto; as árvores frutíferas; as roças (aipim, milho, banana… e, em especial, o marcante eito de aveia), o apiário do Papai, enfim, tudo estava igual no lugar como era antes (onde eu nasci e me criei).

 

Sentamo-nos naquela varanda de tantas recordações. Vislumbrando de cima os encantos da natureza que cercava aquele dominial vale e, permanecendo naquele  nosso intercâmbio pessoal, ficamos no aguardo da chegada de todos os demais membros da “minha” família.  Nisto, cada vez mais o fascínio me dominava. Que ansiosa vontade de pegar todos eles e enchê-los com beijos de gratidão antecipada (ou atrasada?).

 

Quando, finalmente (pelas doze horas), ao acabar sua (cotidiana) lida leiteira do meio dia no estábulo, o pessoal veio para casa, eu sabia que esta rotina ainda não havia terminado: ainda tinham que coar e engarrafar para  (depois do almoço)  entregar aos clientes o leite ordenhado (pois não havia geladeira para conservá-lo). Tudo pronto, a Mamãe apressou-se em ultimar o almoço. Enquanto o Aroldo e o Raulino foram se lavar e vestir o uniforme escolar (estudavam à tarde),  eu, acompanhando o Papai, fui dar uma olhada em suas caixas de abelhas. O Papai era simplesmente fascinado pelas suas colmeias. (*- como era gostoso ouvi-lo, didaticamente, falar sobre elas: sabia tudo de sua original ‘e imutável’ organização).

 

Durante aquele familiar almoço (a sobremesa era mingau de aveia com cravo e canela), todo mundo, curioso, me fazia perguntas (eu era, pela diferença de idade (Eu (na real)-70; Papai-42; Mamãe-35; Aroldo-12; Raulino-11, “Eu”-8 e Norberto-3), tido como um “Pai” para os meus pais e “Vovô”  para “mim” mesmo e para os meus irmãos).

“EU ESTIVE LÁ” – (II)

 

O Papai insistia sobre macro política (as  imprevisíveis consequências do avanço do comunismo no  mundo e, também, do  iminente  despertar  do  povo asiático). O Aroldo e o Raulino (atiçados pelo aprendizado escolar) queriam mais saber sobre a nossa Capital (naquela época ainda era o Rio de Janeiro, mas Brasília já estava gestante).

 

Procurei (com um esforço danado), sempre coadunar as minhas respostas aos conhecimentos daquela época (isto para não me entregar). Mesmo assim, eu sentia um certo resguardo na Mamãe. Pelo repetido esguio olhar dela, notei que ela estava me encarando como se eu fosse uma daquelas pulgas que se alojam atrás da orelha de alguém.

 

A nossa mútua suspeita, imperceptível para os demais, agravou-se quando eu, traído pela emoção, apontei para a sobremesa de aveia e instintivamente perguntei em alemão:  “Ist  das  der  hafa?”(*-5.2.2.1), quando ela, ao responder assim como quem só quer esticar a conversa, mas encarando-me com firmeza, perguntou: “Essa cicatriz no seu supercílio direito, idêntica a do meu Landinho, é de nascença, ou…?”       (*-5.2.2.2). E agora?  Sai pela tangente: “Sabe que eu nunca reparei!”.

 

Estas duas delicadas situações comento no meu livro “EU ESTIVE LÁ” – De Joinville)
(*-5.2.2.1)
(Capítulo 30)
“Uma passagem infantil queestá em mim marcada pro resto da vida.Foi aquela ocasião em que eu pronunciei (contado pela Mamãe) a primeira frase.                  Como com toda criança, a conversação inicia-se: por aquele inassimilável balbuciar; seguido  pelo monossilábico (logo atrelado ao  bi): MA  (Mami); PA  (Papi); TI (Titi “mama”)… e culminando com o poli: OPAPA (Avô)…

Saudosamente emotiva ela me retratava aquele momento assim:

“No nosso canteiro de aveia reservei um cantinho para você semear. Dias depois, numa daquelas diárias regadas, com as sementes eclodidas em verdinhos brotos, aquele meu curioso “pequerrucho” da época (o Norberto, depois, assumiu o posto), debruçado (com o fundilho  hasteado e osloiros cabelinhos tremulados pelo vento) com o dedinho apontado para as suas plantinhas, pausadamente perguntou para mim: “Ist das der hafa?” (É isto a aveia?)”.

 

(*-5.2.2.2)

(Capítulo 06):

“3 -A Vaca Braba- Eu devia ter uns cinco anos e gostava de acompanhar a Mamãe levando as vacas para o pasto. Numa dessas, aquela meio arisca que se chamava “Fany”, aloprou-se atrás de mim. Só sei que não morri porque ainda não era  a minha hora. Ela chifrou-me por trás passando de raspão pelo lado do corpo (altura do umbigo) e,arranhando pelo rosto,cindiu uma enorme fenda no meu supercílio direito onde faltaram alguns milímetros para atingir o olho (a cicatriz ficou). O aterrorizante da Mamãe fezda vaca, no dia seguinte, virar bife”.

“EU ESTIVE LÁ” – (II)

 

Agradecendo de mãos dadas, como ritual obrigatório daquela época, à abençoada alimentação, a rotina ia seguir o seu curso. O Aroldo e o Raulino partiriam para a escola. “Eu”, pajeando o Norberto: lavaria; enxugaria e guardaria a louça (como não havia meninas na prole, este afazer, como regra da casa: era sempre executado pelo mais novo). O Papai ia pra roça e a Mamãe (de bicicleta) iria entregar o leite. Naquela dispersão, entendi que também era hora de eu partir. Quando esbocei a minha despedida a Mamãe “pediu”  para  que  eu,  até  a  volta  dela,   ficasse  fazendo companhia ao Landinho enquanto ele  tutelava  o “menorzinho” (mesmo desconfiado eu, ao exercitar toda a minha matutação, não consegui decifrar o porquê desse pedido).

 

Durante aquela minha “compulsória” ficada, combinei “comigo” o que “ele”, sutilmente, fará para acabar com o rompante agressivo daquele malvado na escola. (Vou, com a ajuda dos meus protetores da caverna, abastecê-lo, durante os quinze derradeiros minutos do próximo recreio, com um  poder de força suficiente para, com a cumplicidade da Professora Adi, humilhar, perante todos os demais alunos, aquele atrevido). Instrui-o assim:

 

-Amanhã de manhã, quando adentrares na escola e, ao te deparar com aquele grandalhão, diga-lhe que no recreio, depois da sopa, você o desafia  para, “a vera”, disputarem uma “quadrilha” (já impondo que o bando dele será a dos “mocinhos” e o teu a dos “bandidos”).  Assim que o corre-corre começar,  e ele vier pra cima de ti para te agarrar, defenda-se como puder que eu garanto. -Claro; sem “ele” saber: a Da. Adi convocará todos (docentes e discentes) para lá conosco estarem-.

 

 

 

Esta brincadeira (“quadrilha”), na época bastante praticada na escola, centrava-se numa “cadeia” onde o bando dos “mocinhos” encarcerava os “bandidos” (ambos sem número definido de componentes). O divertimento era extremamente simples, mas bastante cansativo, pois era uma só correria. A quadrilha dos mocinhos prendia e a dos bandidos soltava. No meio do pátio riscava-se um círculo (que era a prisão). A captura era agarrar (quantas camisas rasgadas…), engravatar e arrastar (na marra mesmo) o bandido até o cárcere. A soltura dava-se por um simples toque de mão dum companheiro.

 

 

 

Também, durante aquela nossa conversa aguardadora da volta da Mãe, eu, por simples curiosidade, “lhe” perguntei: “Quais eram as clientes que a Mamãe estava abastecendo naquele momento?” Ao relacionar as cinco freguesas fixas (todas por mim conhecidas) acrescentou uma que, excepcionalmente hoje, estava entre elas: “A Da. Adi, de manhã quando nós dois estávamos saindo da escola, me disse para avisar a Mamãe assim; Hoje, depois do meio dia, sem falta, a Da. Adi precisa de um litro de leite”. Pensei: “Epa! Atrás disso tem coisa”.

 

“EU ESTIVE LÁ” – (II)

 

Não deu outra. Ao a Mamãe voltar, de cara, eu notei que o seu semblante não irradiava mais a desconfiança. Irradiava, isto sim, um profundo sentimento de maternal aflição.

 

Aproximou-se do Landinho e lhe ordenou ir com o Norberto dar água às galinhas, pois ela queria um particular comigo. Quando a sós, ela, denotando um meigo desconforto, segurou a minha mão e, soluçante, introduziu-me no cenáculo do seu sublime martírio:

 

 

Tudo isso, para mim,  não pode ser outra coisa senão um sonho; mas estou morrendo de angústia, só em pensar que, no momento do acordar, eu ver que tudo foi real. 
 
Quando o Landinho me falou que a Dona Adi queria que eu levasse um  litro  de leite para ela, eu logo fiquei cismada: Ela sempre faz isso quando quer me falar algo dos meus rapazes. Desta vez, porém, eu fui completamente atropelada por o que ela me falou. A princípio, com um livro de  capa  verde  na  mão  (*- ela  surrupiou o  meu livro sem eu me aperceber), começou a dizer que a pessoa que está nos visitando é uma pessoa  boa  e  que  gosta  muito  da  gente  e… Portanto era  para  nós tratá-lo como um “distante” membro da família.
 
Nisso, num relance, eu me choquei ao ler, no rodapé da capa daquele livro, identificando o autor, o nome: Orlando Frederico Rosskamp (e ela viu que eu vi: acho que até foi de proposito). De imediato, eu perguntei:
 
“O que quer representar isto?”  E perguntei mais:
 
“Da onde vem este livro e quem é esse autor com o nome do meu Landinho?”.
 
Ai a Mestra abriu o seu coração:
 
 “Olha Da. Elize; eu prometi para ele não contar nada pra ninguém, mas aquele sublime sentimento que só nós, Mães, possuímos, me obrigou a revelar para a Senhora: Ele é O PRÓPRIO. E mais: prepare-se, pois vais ter que acreditar no que eu, agora, vou lhe mostrar”. Abraçada comigo (como se estivesse, meiga- mente, me amparando), começou a folhear as páginas daquele livro, deixando-me ler e ver, apenas, alguns detalhes e fotos reveladores do seu conteúdo.
 
Mesmo assim eu ainda procurava me conscientizar de que aquilo não passava, apenas, de uma dramática encenação. Agora, quando ela me facultou algumas selecionadas páginas que você, com um amor que só um filho pode ter pela sua Mãe, dedicastes a mim, todas as minhas dúvidas se dissiparam (*-5.2.2.3).
 
A partir daquele instante eu só queria era voltar pra casa  para  vê-lo.
“EU ESTIVE LÁ” – (II)
(*-5.2.2.3)    (Do meu livro “EU ESTIVE LÁ” -De Joinville) – Capítulo 30 –
 “
MAMÃE – Dona Elize
Descendente de pomeranos, de nome STAMMERJOHANN, falava o dialeto “Platt Deuscht”. Aprendeu o “Alemão Germânico” só depois de mocinha quando veio para Joinville trabalhar de doméstica na casa da família HEINZELMANN. Retirando-se, desse modo, de Pedra de Amolar (Corupá), fonte do potente combustível que a abasteceu só de virtudes e onde, no êxtase de seus sonhos juvenis, vislumbrou o farol do seu futuro, fazendo-a  antecipar a sua natural saída da “Toca” (berço). Sua energização foi tamanha que, sempre excelsa e pia, venceu todos os desafios. Em especial aqueles enfrentados durante a educação dos quatro rebentos (pentelhos e azucrinantes). Imunizou-nos do sempre presente perigo, principalmente numa prole múltipla como a dela, da manifestação de alguma “Ovelha Negra da Família” (Todos deram certo) Ela chegou, inclusive, com lucidez, a romper as fronteiras do seu próprio limite de vida: indo muito mais além aqui no seu destino terrestre. O português ela chegou apenas a “arranhar”. Seus ensinamentos, geralmente, eram através de inventadas historinhas (para que nós os gravássemos com mais facilidade)…

  

“Tudo  bem”, disse  a Dona Adi, “Mas antes tem um crucial ‘porém’: Ninguém, mas  ninguém  mesmo,  além   de   nós  três   (a  Senhora,  eu  e  ele),  pode  saber  disso, porque, se vazar, isto o colocará num imprevisível perigo. Portanto, sob o que há de  mais  sagrado,  prometa  o  seu   sepulcral   silencio”.  Eu   disse:  “Prometo,  juro  e sacramenteio ficar calada pro resto da minha vida; mas agora preciso chispar pra  casa”.
 
Ao ela terminar este relatório de suas experiências com a Da. Adi, os nossos  olhares  e  as nossas carícias deram vez, na estufa espiritual do coração, a um inusitado e lacrimejante silêncio. Passados alguns minutos, eu falei baixinho: “Veja Mãe, eu sei que tudo isso é muito traumático para a Senhora (e pra mim), por isso eu não queria que isso fosse revelado, mas como agora a Senhora já sabe, devemos ter muita força para deixar as coisas fluírem ao seu porvir normal”. E fui além: “Para que esta nossa tortura não aumente ainda mais, não me pergunte mais nada e muito menos queira saber como e por que de lá, eu cá vim”.
 
Então, para lacrar definitivamente qualquer momentânea réstia de expectativa dela, apenas lhe cientifiquei que esta minha volta ao passado é efêmera (e já está findando). E, antecipando um regozijo para ela, insinuei que todos os seus quatro filhos serão formosos. Dito isto, com um beijo na testa dela, solicitei o meu afastamento e pedi para que ela voltasse a sua rotina normal. Ela apenas disse: “Vá!”. E, olhando para o “eu” do galinheiro, murmurou: “Meu formoso Landinho”. Enquanto eu, já me indo e, acenando, gritei pra “ele: “Tchau! Amanhã te vejo na escola. E vamos resolver aquele teu problema. Viu?”.

                                             “

“EU ESTIVE LÁ” – (II)

 

Fui direto ao “Conselheiro Mafra” para, desincumbindo mais uma etapa da tarefa de palestrante, confrontar-me, precipuamente, com o meu procurado desertor. Lá chegando fui informado, para a minha decepção, que o dito cujo, sem antecipar nenhuma justificativa, “faltou” (todo mundo achou estranho, pois: se havia uma atitude que o dignificava; era a da sua assiduidade e pontualidade).

 

Assim, como já se fazia tarde quando a reunião terminou, preenchi este meu “transladado” segundo dia, usufruindo as benesses do meu aconchegante “Hotel Silva”.

 

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Ao chegar à escola na manhã do dia seguinte (último e decisivo da minha missão), lá estava  a Da. Adi  no meu aguardo para, com muita alegria, transmitir-me uma consequência  da  minha visita  ao “meu  berço”  que a  Mamãe  lhe  contou  nesta manhã  (*- Desta  feita   foi   a   Mamãe   quem   “resolveu”   levar,   cedinho,   um “noticioso”  litro de  leite para a Mestra).

 

Dizendo que já assimilou  a “aparição” e que não a contou, e nem vai contá-la pra ninguém, a Mamãe, assim, relatou o acontecido para a Da. Adi:

Na noite de ontem, naquela diária reunião noturna na varanda, ainda embalada por aquele “futurólogo” visitante, eu transmiti a todos  os  meus quatro  filhos:

 
“Com “DEUS”, que é um dos adjetivos de “TUDO” que é benfazejo à sustenta- bilidade;  pois  o  malefício, é  coisa  do  “diabo”;  e  sempre  honestos, humildes,  estudando  e  trabalhando,  vocês,   a  exemplo   daquele  que  hoje  nos  visitou: Serão formosos”.

 (Ao encerrar este ensino, ela confidenciou pra Da. Adi: “Naquele momento  eu     

 não me contive; encarados, eu “lhe” tremeliquei uma denunciante piscadela”). 

 
Então “ele”, parecendo estar incorporado por aquele meu piscado lance, perguntou: “Mas Mãe; o que é ser formoso?”. Eu respondi: “Faça tudo como acabei de falar, e só depois, quando você já for bem mais crescido, e a tua evolutiva convivência começar a te rememorar os bons momentos que já passastes, a exemplo do acolhedor dia que hoje tivemos com “aquele” professor: será quando, você mesmo, vai sentir e entender, o que é ser formoso”.

 

 

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“EU ESTIVE LÁ” – (II)

 

   5.3 – TERCEIRO (E ÚLTIMO) DIA

 

5.3.1 – Alguns Entretempos  

 

Dentro dos lances da execução da tarefa principal, alguns feitos fora do comum que, utilizando-me dos meus agregados “poderes”, executei (a surra do Landinho no “baitão”) e, principalmente, sem modificar as conseqüências, na premonição, pois, para onde eles estão indo: “Eu já estive lá”.

 

Terminada aquela derradeira “arrumada” reunião de amoldamento (tenho certeza que todos os docentes tiraram muito proveito, porquanto, focalizei lhes, na Psicologia Educacional, no tema: “O TRABALHO DOCENTE NAS SALAS DE APOIO PEDAGOGICO”.  Tese de Mestrado que está sendo desenvolvida pela minha filha (psicóloga) Solange Rosskamp, e que eu, de perto, estou acompanhando), a Dona Adi logo se aproximou de mim e foi direta: “O sujeito que você procura é aquele ali. Ó!” (ele participou da palestra e eu nem notei).

 

Ele, apressado pelo corredor, estava dirigindo-se à sua sala de aula quando o alcancei e, postando-me na frente dele, falei: “Wigando (nome adotado por ele), preciso ter uma conversa de “-*&%#+@-” (a senha para esta ocasião) contigo”. Ele, ao responder, foi até menos repulsivo do que eu pensava: “Se a tua missão for de cunho punitivo: Pode me esquecer! Agora, se for para fins reconciliativos: tudo bem; podemos conversar!”.

 

Garantindo-lhe que a proposta a mim outorgada por “aqueles” lá do Túnel era a de remissão e que, para consumá-la;  eu teria que descobrir o que aconteceu com o conector dele para, conforme o caso: reabastecê-lo; consertá-lo; ou substitui-lo para assim: reatá-lo com as suas origens. Ele aquiesceu e, levando-me para a desocupada sala de reuniões, onde, constrangido, desabafou-me a sua história:

 

“Ao ser engambelado por uma rapariga pelas voluptuosas delícias de um amancebamento sexual e, para poder usufruir deste prazer inexistente nas minhas dimensões, tive que desconectar-me da nossa retransmissora terrena (antenada na caverna). Como consequência, isto também me isolou da automática recarga daquela imensa energia que nos  potencializa (na hora, possuído pela tesura, nem me dei conta desta correlação). Restou-me, portanto (e por ser uma situação insólita; eu nem poderia saber por quanto tempo), apenas o esgotável combustível nuclearizado no meu Karma. Somente me dei conta disso quando, saciado, e já rompido com aquela idilosa relação, decidi “voltar” e não consegui (o meu “combustível” já estava exaurido demais para tamanha impulsão). Pronto, conclui: Com este meu deslize eu me autodesterrei nesta ilha dos mortais!  No entanto, vejo em você, agora, a minha tábua de salvação”.

 

Garanti-lhe: “Podes ficar certo disso!”. Contudo, em seguida, até meio ríspido, eu lhe confrontei,  perguntando: “E o que fizestes pela tua missão que cá te fez vir?”. Disse-me ele: “Eu acho que eu não a negligenciei, porquanto, a  princípio,  como  estratégia,

“EU ESTIVE LÁ” – (II)

 

me aproximei daquela mulher envolvida com a sociedade, pensando em  utilizá-la para me aproximar das pessoas, e assim, entabular o proposto intercâmbio energil”. Ai eu encerrei: “Entendi!  No fim foi ela que te utilizou viril”.

 

Durante o nosso deslocamento para a sala da sua classe de alunos, detalhei-lhe o lance que irá acontecer com o Landinho durante o recreio no pátio. Ele, prometendo que estará lá ao meu lado, foi ministrar a sua última aula no “Conselheiro Mafra”, enquanto eu, fui até o galpão para matar as saudades daquelas abnegadas e sempre sorridentes merendeiras da minha época e aguardar a hora do recreio.

 

Não demorou muito, e lá veio a molecada, numa fila que misturava meninos e meninas de todas as séries (antes do meu tempo era distinto por sexo e por classe), para tomarem rapidamente a sopa e irem assistir o “pega” que acontecerá no pátio, aonde eu e os professores (inclusive o desgarrado) já estaremos esperando.

 

Tudo pronto: com atletas e torcida posicionados;  foi dada a largada para o confronto. “Eu” e eu nos encaramos e levantamos os nossos polegares com o sinal de positivo. Nisso, ao eu acionar a minha turbina transferidora de energia:  senti que a carga da minha bateria adicional também já estava adentrando naquele reservatório destinado a suprir apenas o retorno (meu e do fujão) à caverna. Com isso, eu, naquele crucial momento, encontrei-me completamente impossibilitado de “me” reforçar no combate.

 

Ai o Wigando, àquelas alturas já meu companheiro, ao ser inteirado do problema, disse: “Deixe-me assumir esta parada e guarde a tua força para a nossa volta”. E propôs:  “Eu vou transferir as vinte libras de pressão energética que me sobram  para “você”; e depois, juntos, vamos festejar este vitorioso desfecho programado”.

 

Com a minha concordância, acertamos o seguinte: ele, por telepatia, uma vez transferida a sua força, ia instruindo aquele “eu” (que agora, de um humilhado indefeso, passará a ser um encorajado gladiador) as táticas  para vencer o seu algoz.

 

Já na primeira tentativa de abalroada do vilão, “o nosso protegido”, com o seu rijo joelho direito posicionado à altura da virilha do agressor, ao se dar o, perversamente intencional, choque, o inimigo sentiu a aguda dor de um “chute no saco” e caiu por terra num só gemido. Enquanto a torcida vibrava, os asseclas do abatido foram à forra e: uníssimos; avançaram sobre o “abatedor”.

 

“Este”, estático, e com gestos quase imperceptíveis: com uma cotovelada daqui; uma cabeçada de lá e um calço de acolá, também, um por um, ia mandando-os esfregar o nariz no chão. Naquele momento, com a ovação da galera, inverteu-se a categoria dos participantes daquela justiçadora brincadeira: Os perseguidos da escola viraram mocinhos e vice-versa.

 

E, assim, aquelas ignorantes manifestações de força física dos mais fortes sobre os mais fracos deixou de existir por muitos anos naquela escola.

“EU ESTIVE LÁ” – (II)

 

Depois de tudo serenado, e com as crianças já retornadas às suas respectivas salas, eu, objetivando a programação de nosso retorno à gruta, perguntei ao Wigando o quanto de combustível ainda lhe restou. Ele, na maior cara dura, me disse que ainda possuía as mesmas vinte libras de pressão de antes.

 

Foi quando eu estrilei: “Mas como isso é possível se você transferiu um bom bocado para “mim” lá no pátio?”.

 

“Olha Orlando”, disse-me ele, “Vocês ainda desconhecem quase tudo sobre  potencialidades, mas uma coisa vou lhe adiantar: é no vácuo do infinito que estão as ilimitadas fontes da energia e da qual, como você sabe, eu, no momento, estou desligado”.

 

“Outra coisa”. Prosseguiu ele: “Enquanto no mundo do infinito a energia originária daquelas fontes é ilimitada e acessada universalmente; em vocês ela é limitada ao cérebro de cada pessoa (que é potencializado no momento da concepção) e por isso, numa ativação progressiva desenvolvida pela idade, só é acessada individualmente”.

 

E arrematou: “Aquele teu “eu” lá no pátio, sem nenhuma interferência minha, mas simplesmente apenas pela tua determinação (não se esqueça: você é “ele”) em querer sobrepujar o mal com o bem, antecipou em “você” a energização de um daqueles incontáveis, mas específicos, dispositivos (neurônios) armazenados na “sua” cabecinha. E então, pronto: ali “você” já estava convencido de que  Querer é Poder”.

 

Dito isto, resolvemos nos separar: ele iria terminar a sua aula e eu o esperaria na pensão para, de lá, juntos, pegarmos o trem e voltarmos para o futuro.

 

Fui me despedir da Professora Adi em sua sala. Ao vê-la, de costas para a porta da entrada, civilizando aquela anual renovada safra de ingênuas crianças, entoei  o meu despedinte: “Adeus Da. Adi!”. Ela, ignorando que era eu, pois antes mesmo dela se virar, reflexivamente e com um normal desdém, devolveu-me o mesmo “Adeus!”.

 

Mas quando ela me focou; eu me condoí com o baque dela: foi aquela típica reação diante de um inesperado “Até Nunca”. Ela enrijou-se e, muda; compadeceu-se. Enquanto isso, eu ainda com a mão levantada gesticulando aquele gesto separador de pessoas e, abrandando a rudeza da interjeição “Adeus”, repeti o pronunciado  substituindo-a pelo ameno “Tchau Da. Adi!”.

 

Ela -“Mas por que assim tão de repente”.

Eu  -“É porque é assim que tem que ser”.

Ela -“Mas você nem vai se despedir “dele”?”.

Eu  -“Não há necessidade”.

Ela – (Rápida e incisiva): “Por que não há necessidade?”.

Eu  – (Denotando estar em paz  comigo  mesmo): “Porque, como a Senhora sabe, “ele”

está dentro de mim”.

“EU ESTIVE LÁ” – (II)

 

A certa altura do meu decorado discurso de agradecimento, ela me cortou e, ao apenas dizer: “Foi bom te reencontrar” (parou, pensou e concluiu baixinho) “Meu orgulhoso testemunho do sucesso desta minha devoção pelas crianças”                     (*- “EDUCAR É ILUMINAR VIDAS”); fechou a porta e… Sumiu.

 

 

 

Antes, porém, com uma proposital “travadinha” com a ponta do meu pé na soleira daquela porta e, pela fresta que este gesto fabricou, perguntei: “E o meu livro?” Ela respondeu: “Não te preocupe, pois, após tê-lo lido e relido todinho, eu o lacrei e o misturei junto com os documentos depositários daquela urna que será perpetuada debaixo da pedra fundamental da Nova Catedral”.

 

 

 

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5.3-2 – A despedida

 

Como me sobrava tempo para o almoço da Pensão,  decidi dar  a derradeira voltinha pela cidade subindo pelo início da Rua do Príncipe (A ligação Norte/Sul -Avenida JK- ainda nem projeto tinha).

 

Gastei o meu tempo no “Foto Brasil” (defronte ao “Clube Joinville”, hoje “Nova Casa Sofia”) contemplando em suas vitrines as fotografias perpetuadoras da evolução joinvilense.

 

Durante algumas décadas daquele distante passado, todos os acontecimentos marcantes da cidade, o Sr. Erkenhoff  registrava em fotografias e as vendia legendadas em álbuns (tal um roteiro de revista em quadrinhos).

 

Embarcando num daqueles ônibus coletivos que fazia a linha “Centro-Estação”, cuja carroceria (até as rodas), na época era de madeira (dai que o marceneiro Nielson, em consertando aqueles “bondes”, resolveu também construí-los, originando assim a “Fábrica de Carrocerias Nielson”, hoje “BUSCAR”), voltei ao meu “Hotel”.

 

Como de costume, o bonachão do Seo Silva, sempre com aquela irradiante simpatia, estava no seu posto recepcionando os comensais do almoço, quando, enquanto eu aguardava a vinda do meu achado fugitivo, entretive-me com as prosas dele.

 

Entre as tantas coisas interessantes que ele contou, marcou-me o detalhamento histórico  sobre a nossa Estação Ferroviária:

 

“EU ESTIVE LÁ” – (II)

O Projeto

Foi em 1901 que tudo começou: o governo da república autorizou (com início imediato sob a chefia do engenheiro Leite Ribeiro) a ligação férrea do porto de São Francisco do Sul com a linha que passava pelo planalto catarinense conectando Rio de Janeiro e São Paulo com o Rio Grande do Sul.

A Inclusão de Joinville
O interessante era que este tronco projetado não passava por Joinville. Foi quando, insuflada pelas lideranças locais, toda população da cidade (que na época, pasme, totalizava 3.000 (três mil) habitantes), num tremendo alarido reivindicatório, conseguiu sensibilizar, através do engenheiro Leite Ribeiro. o governo que, alterando a planta original, incluiu Joinville no traçado (por isso, como forma de agradecimento, a Rua da Estação está perpetuada como  “Rua Leite Ribeiro”). (*-Hoje, como, também, a BR-101, reivindicamos o entorno dela.)
A Inauguração
 

 

 

     

 

 

 

 

 

 

Em 1905 começaram a construir a “Estação”, e em 29 de julho de 1906, exatamente às 17 horas e 20 minutos, já recebendo os seus retoques finais e com a regozijada população se espremendo no local,  acolheu o primeiro comboio vindo de São Francisco do Sul. Um mês depois, em 8 de agosto do mesmo ano, com a honrosa presença do Presidente da República, Dr. Afonso Pena, ela foi oficialmente inaugurada.

O Legado do Presidente Afonso Pena
Outro fato marcante que o Presidente Afonso Pena legou à Joinville foi o de, durante o seu discurso na solenidade (extasiado pelos floridos jardins nas casas), afirmar: “…A cidade de Joinville, por meu testemunho, apresenta-se para o Brasil como um imenso jardim de flores…”. Quando, a partir de então, Joinville passou, também, o ter o cognome de “CIDADE DAS FLORES”.

 

A didática conversa dele foi interrompida pela chegada do meu aguardado “retornador”. Quando então, sabendo que o “nosso trem” (com passagem já reservada) partiria em menos de uma hora, apressamo-nos para almoçar e, em seguida, ultimarmos os procedimentos do nosso  retorno ao futuro.

 

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“EU ESTIVE LÁ” – (II)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

SEXTA PARTE

 

 

6 – O RETORNO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

“EU ESTIVE LÁ” – (II)

 

6.1 – A Saída

 

Aos nós nos despedirmos do hospitaleiro Sr. Silva, e como fomos coagidos a nada levar que pertença àquela época, gorjetamo-lo com todos os nossos pertences e, o que mais lhe agradou, com o resto do nosso dinheiro (que não era pouco).

De novo, naquele empurra-empurra de entrada e saída do trem, energizamo-nos com todo o combustível que ainda possuíamos e, … Transladamos.

 

 

6.2 – A Chegada

 

Vitorioso na minha tarefa de repatriamento, porquanto:  eu o atraí e comigo ele voltou.  Tão logo retornamos  ao mundo dentro do túnel, uma espontânea aclamação foi a mim euforizada quando, em concomitante,  impressionaram um ritual para que eu  permanecesse, em definitivo, em sua “produzida” civilização como “encarregado” deste departamento brasileiro da sua sul-americana sucursal. Agradecido e lisonjeado por tamanha deferência e, utilizando-me de argumentos que  foram  bem assimilados por “eles” (mormente a de “eles” terem me ajudado a alcançar o meu objetivo principal que era justamente a de propiciar-me os insumos necessários para a elaboração deste livro) declinei daquela tamanha honraria.

 

 

6.3 – A Gentiliza Final

 

Como com “eles” não há “meio termo” (tal um “BIT” de computador: ou está “zero”           ou “um“), acataram o meu decidido “retorno” como definitivo. Durante os ritos de nossa espiritual separação, “eles”, com um cósmico rasante sobre a região externa deste seu paradisíaco quintal (A Serra do Quiriri), liberaram-me (por inteiro) o cenário do meu principal intuito (condensar num  livro o fabulário da presença “deles” por aqui).

 

“Isto é para”. Abonaram-me “eles”: “Após o seu retorno à terceira dimensão dos mortais, onde você apenas terá uma vaga lembrança de todo este ocultismo que sensibilizastes entre nós e quando; ao aglutinar estas reminiscências com o que você já lá ouviu, leu  e viu; poder consubstanciar o seu livro com fatos mais convincentes”.

 

Tão instantâneo tal eu estivesse uma tremeluzida de estrela, encantaram-me todo aquele fabuloso panorama de 100 milhões de metros quadrados ainda em estado praticamente selvagem. Mais vertiginoso, ainda, foi o meu já enquadramento daquelas (já sabidas e encantadoras) lendas nos fenômenos geográficos que “eles” estavam  me  mostrando.

 

No mesmo instante em que o meu encandecido raciocínio me antecipava a cenografia (cronologicamente acoplada com a rematadora descrição) das sobrenaturais  atividades que “eles” irradiam a partir deste seu temido entreposto, eu ia memorizando tudo já destrinchado no ensejado formato da redação final.

“EU ESTIVE LÁ” – (II)

 

Então, tudo o que neste livro, como depoimento, registrei: concatenou-se no exato momento em que eu me encontrava (incandescido naquele instantâneo piscar de estrela) obcecado pelas faiscantes purpurinas que maquiam aquele épico “Mundo”.

 

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6.3.1 – Uma Regressão

 

No exato momento em que aquela montagem focou os entornos da ALDEIA ROSSKAMP, fui retroagido para uma daquelas muitas noites estreladas em que: sentados no alpendre do “Recanto Tia Marta” defrontante às corredeiras das cristalinas águas do Rio Pirabeiraba; eu, a Dolores, a Ilca e o Willy (irmãs e sobrinho);  revolvíamos as espantosas artimanhas daqueles  (já pra nós apresentados) “índios”.

 

Os apavorantes feitos protagonizados por aqueles “misteriosos vizinhos”, propiciavam (em todos os nossos “bate-papos” informais), sob um só suspense, longas e acaloradas divagações. Mas estas, invariavelmente culminavam com a excepcionalidade da “Tia Marta” (Mãe da Dolores e da Ilca). -Sim! É aquela mesma que hoje o seu nome é o referencial daquele exuberante recanto conhecido internacionalmente (e o mais consagrador para mim: é o “Portal” da “Aldeia Rosskamp”).

 

A Tia Marta, descendente de desbravadores da região (nascida e criada lá), era possuída com poderes extra-sensoriais.

 

Conta a Dolores: “Quando ela ainda infantil, numa daquelas suas exploratórias acompanhadas com os seus pais (nossos avós) em sua rude tarefa de desmatamento morro acima, e sempre alertada (e já encucada por isso) da cautela que ela deveria ter com os invisíveis “indígenas” que por lá vagueiam: deparou-se com um objeto estranho”.

 

Como a própria Tia Marta testemunhou: “Não era cristal;  não era vidro e muito menos parecido com qualquer tipo de pedra, mas quando, ao tomá-lo em minhas mãos (era tão leve que eu nem a senti) fui acometida por um tremendo calafrio e, como por encanto, no mesmo instante, a coisa sumiu” (Internamente eu vibrei: Ah! É a mesma “potencializada” que eu senti ao transpor o “Portal” “deles”).

 

“A partir dali”. Descrevem as minhas interlocutoras: “Aquela Martinha (depois nossa Mãe Marta) transfigurou-se numa pessoa “especial”. Através de “passes” à distância (sem o corpo presente): curava; confessorava; aconselhava e premonizava; passando, inclusive, a ser cognominada, pelo resto de sua vida, de Tia Marta”. Ai a Ilca arremata: “Não sabemos ao certo o como se sucedeu isto, pois quando perguntada: -O que só a Senhora enxerga o que a gente não vê?, ela, profeticamente, apenas respondia:  -Só ao tempo foi consentido lhes dar esta resposta”.

 

Nisto, o Willy aparteando a conversa, relatou um dos incríveis “dons” da “Tia Marta”: “Todo mundo pode muito bem imaginar os perigos que existiam (e ainda existem) neste

“EU ESTIVE LÁ” – (II)

 

selvagem mundaréu de Mata Virgem, principalmente os das constantes mordidas de cobras venenosas”.

 

“Pois bem”, detalhou: “Sempre que isto acontecia  por aqui o vitimado corria para a “Tia Marta” em busca de socorro”. (Exemplifica ele: “Eu estive lá com o meu irmão Mico quando ele sofreu esta desgraça”). “Enquanto ela praticava a preventiva limpeza e “torquiamento” para, logo em seguida, encaminhá-lo a farmácia da vila,  perguntava  o tipo de cobra que o mordeu, pois, como até hoje, para o remediador aplicar o antídoto correto necessita saber deste importante pormenor”.

 

“Se ele não a tinha visto, portanto, não sabia”, explicou: “Ela riscava um círculo nos fundos do seu terreiro e, enquanto balbuciava a sua poderosa fórmula, ungia aquela demarcação com o sangue envenenado do ferimento dele.  Feito isto; o enviava à farmácia para tomar aquele “específico” soro protelador do efeito daquela peçonha”.  Ai o Willy finalizou: “Antes de partir para a farmácia ele era alertado  para que logo cedo na manhã seguinte  retornasse a vê-la  porque a cobra agressora estará (e sempre estava) encaracolada naquele círculo e o tratamento correto poderá ser feito”.

 

“Quando a hospitalizada “Tia Marta”, na noite do dia 24 de fevereiro de 2003, faleceu”, conta a Ilca: “Eu estava em casa e, enquanto aguardava notícias dela que a Dolores ficou de me trazer, fiquei  na contemplação daquele imenso e estrelado céu que ela tanto adorava”.

 

“Nisso”, desabafou ela: “Eu recebi a fatal mensagem antes mesmo da Dolores do hospital chegar. Vindo de lá de trás “daquela” serra (do Quiriri), surge uma bola que, faiscando um vermelhão indescritível, passou lentamente sobre a nossa casa e foi se alojar (apontando) naquela estrela ali. Ó! (Como é muito íntimo dela, e agora; possuída pelo excepcional “DNA” da Tia Marta; “atende” os “ligados” no seu “Recanto da Ilca” (com café, cuca e pão caseiro);  retraída, me falou: “E é através daquela estrela que eu, hoje, com a Mãe; converso”)”.

 

 

 

Foi quando; eu conclui: “Pronto! O tempo desincumbiu-se de revelar para as curiosas filhas a origem dos segredados poderes  vislumbrais  da  Tia  Marta” enquanto   aprisionada    (como  todos   os   humanos)    à   natureza   terrena.

 

(“VIEMOS TODOS DAS ESTRELAS E VOLTAREMOS PARA ELAS”)

 

 

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“EU ESTIVE LÁ” – (II)

 

6.3.2 – O Encaixe de Lendas

 

6.3.2.1 – O Monumental do Sítio

 

Esta “sua” base operacional instalada aqui na “Serra do Quiriri” (Joinville, Garuva, Campo Alegre e Tijucas do Sul), a exemplo daquela da “Cordilheira dos Andes” (Cuzco; Matcho Pitcho e cercanias, no Peru) é um só intrincado labirinto. Tanto é que até hoje, em pleno século XXI, com o desenvolvimento de tantas aparelhagens tecnológicas sofisticadas: como sonar, gêiser, radar, GPS, lazer, telescópio, etc. (que já nos permitem até vasculharmos o espaço sideral)  ninguém nunca conseguiu, sequer, beliscar toda a sua estreita beirada. Que dizer quanto ao desvendar o seu imenso e ardiloso conteúdo?

 

Naquela perscrutação de cima, e trilhando pelos lances descritos no livro “Alma Verde” do jornalista  Herculano Vicenzi (frutificados durante as suas presenciais explorações), descobre-se que a disposição dos estratégicos (e até agora inatingíveis) equipamentos operacionais de superfície “deles” estão, dentro daquele imenso cenário natural, camuflados entre variados horizontes.

 

Donde, pontilhado por mais de 30 cumes, com altitude que varia de 1.300 a 1.580 metros,  é possível divisar-se, nos mínimos detalhes, o “Tripé Protetor” (Monte Crista, Castelo dos Bugres e Morro Pelado) dos inexploráveis “Túneis” e, enfocando ainda, em uma só infinita projeção, o mar e todas as cidades da região (*-6.3.2.1.1).

 

A sua sutil paisagem é enriquecida por vales profundos, abismos, escarpas encachoeiradas (*-6.3.2.1.2), paredões rochosos, arroios de águas cristalinas, além de cavernas, grutas e furnas, escondidas nas florestas que circundam os seus vastos campos naturais.

 

As formações rochosas espalhadas pelos vales, encostas e cumes aguçam a imaginação. No alto de um pico, um colosso de rocha enegrecida parece um camelo descansando. Logo adiante, descobre-se um conjunto de pedras, que a distancia imita as ruínas de um castelo medieval. Já a beira de um abismo um rochedo lembra a cabeça de um monstruoso lagarto.

 

Em diversos pontos emergem pedras com superfície achatada, tamanho uniforme e distribuídas de forma simétrica, tais como pátios de paralelepípedos gigantes. Numa das formações, as pedras estão dispostas em fileiras perfeitas, intercaladas por blocos maiores e menores, deixam a impressão de que nem os caprichos da natureza, nem a sabedoria humana, são capazes de intervir em tão perfeita lapidação.

 

Tudo isto faz com que o lugar seja considerado místico e povoado de mistérios fantásticos. Até Discos Voadores pousam com frequência nos descampados da região (testemunhas oculares e aquelas estranhas formações rochosas alimentam a lenda).

 “EU ESTIVE LÁ” – (II)

 

6.3.2.2 – Os Tesouros

 

E tem mais: Este mito de seres extraterrestres não é a única (nem a mais conhecida) na região da Serra do Quiriri. Entre tantas: destaca-se a dos tesouros escondidos pelos padres jesuítas que, no século 18,  passavam frequentemente  pela  “Estrada  Monte

Crista” (Peabiru), deslocando-se de Três Barras, em Garuva, com São José dos Pinhais, no Paraná. Barras  de  ouro  e  potes  de pedras preciosas teriam sido escondidas em cavernas e grutas durante ataques de “índios ferozes”. Os religiosos que não  morreram, teriam fugido, deixando o precioso carregamento perdido nas montanhas.

 

Todo caçador de tesouros que se atreveu a rastrear os esconderijos daquela malsinada fortuna, como castigo, acabou engrossando o volume daquele horripilante romanceiro popular que versa sobre o insólito (às vezes até catastrófico) desfecho reservado a qualquer expedição.

 

O vaqueiro José Krüger, o popular “Zé da Gaita”, sabe de cor muitas histórias deste cordel. Anotei três:

 

1-“Um dos  espetaculares fatos  sobre a busca destes tesouros envolveu três vaqueiros. Eles teriam descoberto um cocho de sal cheio de ouro. Quando se preparavam para apanhar o tesouro foram afugentados por cavaleiros que vestiam armaduras e portavam espadas” (*-o castelo medieval mobilizando os seus guardas);

 

2-“O caso que eu considero como o mais agressivo é o de uma caverna, cuja entrada era protegida por uma porta de ferro, trancada por dentro (isso indica que tem outra entrada, portanto: existe uma passagem subterrânea). Para derrubá-la, uma expedição de pessoas de Joinville e Jaraguá do Sul dinamitou o local. Resultado: toda entrada da caverna desmoronou e não existe mais possibilidade de acesso” (*-o Camelo, tirado do  seu estado de descanso, entulhando a passagem);

 

3-“E o mais trágico é aquele do Sr. Levino Sales, morador da região. Ele  garantia que tinha descoberto um monte de barras de ouro em uma gruta. Como ele estava sozinho e o peso era incarregável, voltou e ficou combinado que em três dias um grupo de pessoas iria ajuda-lo a  buscar o ouro. No dia seguinte ele se envolveu em uma briga e, apagando o mapa da mina, morreu assassinado:”(*-o lagarto  abatendo o seu agressor).

 

Além dos conhecidos pelo “Zé da Gaita”, são inúmeros os relatos envolvendo pessoas que procuram ouro na Serra do Quiriri e Monte Crista e que, na maioria dos casos, acabam morrendo de forma trágica. Na opinião dos caboclos, essas pessoas foram castigadas por tentarem se apossar de algo que não lhes pertencia (a afirmação é feita sempre em tom solene e temeroso).

 

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 “EU ESTIVE LÁ” – (II)

 

(*-6.3.2.1.1) – Uma das “Torres de Controle” do Observatório da    

“SERRA DO QUIRIRI” (O Herculano “Esteve Lá”)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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“EU ESTIVE LÁ” – (II)

 

(*6.3.2.1.2) – Uma das Cachoeiras que o Herculano Explorou:

 

O SALTO DO RIO CUBATÃO

  

   Visto de cima é que se enxerga, sobressaindo-se dentre dos tantos relevos da mística Serra do Quiriri, toda a grandeza daquele que é o maior salto de Joinville.

 

Após duas tentativas frustradas, o Herculano não se deu por vencido e partiu para  a  terceira.  Juntou-se  com  três   moradores  da  região  do  Rio  da  Prata        

(Norberto Lütke, João Silva e Alírio Vicenzi) e a tarefa foi cumprida (1978).

 

   Por terra o acesso ao salto é extremamente difícil e, pelo que se sabe ninguém ainda havia conseguido chegar até o local antes dessa façanha do Herculano e sua equipe (ainda mais porque, não existe nenhum registro (e testemunha) a respeito).

 

   O Herculano, extasiado, detalhou toda epopéia em sua obra “Alma Verde”,  a qual eu compactei assim:

 

 

   Nas proximidades de acesso à comunidade de Rio do Julho, logo acima da Serra Dona Francisca, o Rio Cubatão, principal manancial de Joinville, despenca de um paredão escuro e rochoso com quase 300 metros de altura. O local onde as águas explodem em meio de uma nuvem perene de neblina, provocada pela gigantesca queda, é rodeado por ambiente de estado selvagem. O cenário é de uma beleza monumental.
 

  A água daquela imensa queda, em forma de ziguezague, projeta-se através de uma fenda profunda no paredão rochoso, desembocando num enorme poço onde explode com um barulho ensurdecedor, impossibilitando que de perto se enxergue toda a sua grandeza,
 

   … As margens são ladeadas por muralhas de granito, formando um portentoso canion com cerca de dois quilômetros de extensão. Em alguns pontos os paredões rochosos chegam a quase  300 metros.

 

   … O sítio do Cubatão: quer pela imponência; quer pelo misticismo e quer pelas belezas estonteantes, é um cenário inesquecível.

  

(Continua)

 

“EU ESTIVE LÁ” – (II)

 

 A EUFORIA DOS CONQUISTADORES DO SALTO DO CUBATÃO

      

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

“EU ESTIVE LÁ” – (II)

 

6.4 – O Fechamento

 

Neste ponto, ao eu cá (ou lá?), engatilhado para a memorização de mais uma das incógnitas proezas daqui (então é cá); “eles”: “Chega! Já tá bom demais da conta! Pois você já acumulou no escaninho do seu repertório mais subsídios do que nós nos propusemos discernir pra você durante este seu incorpóreo convívio conosco”.

 

Assim determinados, “eles”, (como em tudo) muito mais repentinos do que um subitamente, acometeram-me, como o finalizador lance do meu transe, com esta sua vibração:

 

 

 

Pronto!

Agora você,

Abastecido com o seu propositado,

Já pode voltar pra “lá” 

E escrever o seu livro.

 

(*- “Lacre”).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

“EU ESTIVE LÁ” – (II)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

SÉTIMA PARTE

 

 

7 – A VOLTA AO  MEU MUNDO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

“EU ESTIVE LÁ” – (II)

 

7.1 – A Despedida

 

7.1.1 – O Cerimonial

 

No instante em que “eles”, através do mesmo sensibilizador “Portal” da caverna, me “devolveram”  à terráquea realidade; ritualizaram o meu rompimento presencial daquela (espiritual) nova amizade. Então: despojando-me dos superiores dons com os quais  “lá” com “eles” estive instantaneamente agregado; vaguearam, também (para me deixarem confuso), tudo aquilo que me foi assimilado durante essa nossa  sincretizada convivência (*- mas “eles” não sabem (será?): “Enquanto a minha psique inferia os encantos da benfazeja pureza (único interagente naquele fabuloso mundo “deles”); no concomitante, o meu atento karma  já os delineava (em forma de escrita) no subconsciente do meu adormecido corpo”). No entanto, sem eu me aperceber, “eles” perpetuaram na minha mente (num daqueles indevassáveis neurônios antenados com o celeste)  uma espécie  de sintonizador de suas vibrações que: -É só eu (com Fé) ‘Pensar’ “neles”- que; de pronto, o arrimo “deles” me está disponibilizado (*-Portanto: continuamos, no mundo das imaginações, sincrónicos).

 

7.1.2 –  A Volta ao  Convívio dos Mortais

 

7.1.2.1 – O Tempo Parou

 

 

Uma vez  “restituído”  ao meu letargiado corpo estendido no rancho, eu acordei nas exatas duas horas da madrugada daquele dia em que eu, sorrateiramente, saí de lá.

 

 

7.1.2.2 – A  Reação

 

 

Os meus auxiliares:  ferrados no sono; nada notaram.

 

 

7.1.2.3 – O Encerramento

Na alvorada daquela mesma manhã,  ordenei: “Levantar acampamento (não posso esquecer o segredado celular)  e vamos comer o marreco do Hattenhauer, pois a missão se consumou!”. Quando eles (alheios a tudo o que ocorreu), espantados me perguntaram:  “Mas como? Você desistiu de querer vê-los?”.

Eu apenas lhes disse:

“VOCÊS ENCONTRARÃO A RESPOSTA PARA ESTA DÚVIDA, BEM COMO DE MUITAS OUTRAS COISAS MAIS, NO LIVRO QUE, A PARTIR DE AGORA, EU VOU ESCREVER”.

“EU ESTIVE LÁ” – (II)

 

7.1.2.4 –   UM POEMA AO MONTE CRISTA    (Autor não identificado)

“O GRANDE TESOURO DO MONTE CRISTA”

 

“È um encontro consigo mesmo”

O iniciar da caminhada: Na expectativa de aventurar-se no desconhecido onde;

O grande desafio supera os seus próprios limites.

 

“É a entrega”

O cume: Onde a liberdade se solta.

 

“É o vôo real”

A fusão: Eu e o todo; com harmonia; cor e luz:

 

“É o silêncio interior”

A volta: A carícia no suave toque da brisa que faz a emoção florir.

 

“È a saudade antes de partir”

Alguém se perdeu. Alguém se encontrou.

O Portal se fechou e a dor voltou.

 

(*- “Lacre”)

O Preço.

Ao evolvê-“los” com o regozijo da minha gratidão, e indagar no que eu devo retribuir por tamanho privilégio;

Singelizaram-me com a seguinte missão:

“No escrever o seu livro; capriche no alerta sobre o

Caos Fatal

que este mutilador convívio  da  humanidade com a      natureza global  

  Provocará”.

A essência deste solicitado capricho; eu sintetizo assim:

QUEM PRESERVA A NATUREZA, FAZ AMOR COM A PRÓPRIA VIDA”.

-FIM-

“EU ESTIVE LÁ” – (II)

 

 

 

 

O DETALHE DA CONTRACAPA FECHADORA

 

 

 

Como eu disse no início: “Por ele já ter focalizado esse mistério por vários ângulos, convoquei o jornalista  Herculano Vicenzi  para me aparceirar nesta incursão”. Ao ele (liberando-me o pleno uso de todo material por ele já catalogado) declinar do convite, alegando que a sua momentânea condição física não lhe permite galgar aquelas montanhas: Eu lhe abri o jogo.

 

   Eu:   “Ninguém   vai   escalar  montanhas  escarpadas  mais coisa  nenhuma!”.

   Ele:   “Entendi!  Você  vai,  sobre   suposições,   “Ficcionar”    uma   história”.  

   Eu:    “Em Termos”!: Interagindo o notório,  elucidado pela  minha  investigação

              do “oculto”, fomentador dessas lendas; com lances  adaptados, inventados  

             e  fantasiados;  eu  vou  “Literaturar”   uma  epopéia  “tão quase  real”,   

             capaz  de nela, até o mais cético do leitor;  se incluir”.

       

 

 

 

Foi assim:  Durante a escrita desta minha derivação sobre aqueles (comprovadamente existidos)  esquisitos  “bugres”,  exercitando a criatividade do meu imaginário,  eu me doei totalmente ao desígnio  de, com devoção, AvivareAnimar nas origens (irradiadas  pela exuberância  da  Serra  do  Quiriri),  o  misticismo  de  suas  decantadas  lendas.

 

Para isso, eu; concentrado como um  paciente  laboratorista; manipulei:

 

As interpretações auscultadas, ao vivo, de alguns de seus mais notórios fabuladores; mescladas com os depoimentos lidos nos testamentados escritos de certos exploradores que já se aventuraram pela região (em especial, as reportagens investigativas do Herculano Vicenzi: perpetuadas no seu livro “ALMA VERDE”).

 

 

Orlando Frederico Rosskamp

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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